Lula declara apoio à reeleição de Dilma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não será copiloto de sua sucessora, Dilma Rousseff, e que pretende se afastar de tudo por seis meses para resolver o que vai fazer no futuro. Ele garantiu que não está em seus planos concorrer a qualquer cargo eletivo, nem à Presidência em 2014. Lula afirmou que desde agora está apoiando a reeleição de Dilma.
“Trabalho com a ideia fixa de que Dilma será candidata. É justo e legítimo e será minha candidata em 2014. Só existe uma hipótese [disso não acontecer]: ela não querer ser candidata”, afirmou, em entrevista durante um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto. Lula afirmou que nunca ficou tentado a mudar a Constituição e garantir a si a possibilidade de um terceiro mandato. Segundo ele, quem cria o terceiro mandato, cria o quarto e o quinto e assim por diante. “Assim se cria uma ditadurazinha”, afirmou. Questionado se é o caso da Venezuela, com as sucessivas reeleições de Hugo Chávez, o presidente foi taxativo: “A Venezuela tem o regime que quer ter”.
Lula disse que optou por se isolar dos amigos nos oito anos em que ficou no governo, especialmente no segundo mandato. Segundo ele, isso ocorreu porque, se convidasse um amigo para passar o fim de semana no Palácio da Alvorada e esquecesse de chamar outro, criaria inimigos. Lula afirmou, ainda, que sua decisão deixou o cargo de presidente “menos vulnerável às rodas de uísque e de cerveja”. Ele lembrou que poderia ser alvo de vídeos e fotos que cairiam facilmente na internet.
Ao ser questionado sobre o que mais vai sentir falta depois de deixar o cargo, o presidente disse que não será da piscina do Alvorada, resposta dada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso na véspera de deixar a presidência em 2002, nem do helicóptero. “Vou sentir falta da relação de amizade que fiz aqui e muita falta de vocês. Falta não, saudade, porque saudade a gente tem do que gostou.” Lula afirmou que ainda não consegue saber de que forma seu nome entrará para a história, e que dependerá do jornal que cada um lê. Por isso, disse, criará um memorial para que cada um possa analisar sua história e sua gestão.
“Lula não surgiu do nada, é o resultado de uma sociedade em processo de efervescência que chegou à Presidência. Seria muita presunção dizer como quero ser lembrado”, afirmou. Sobre a relação com Fernando Henrique, disse que espera que sejam amigos. “Vou respeitá-lo e espero que a recíproca seja verdadeira”, afirmou, ao se referir à declaração do ex-presidente, quando lhe entregou a faixa em janeiro de 2003 e disse que era para lembrar dele como um amigo.

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