Lula critica embargo de carnes e governador pede retaliações ao bloco

O Minerva, para reduzir os efeitos do embargo, está acelerando a construção da unidade fabril de produtos industrializados cooked frozen

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na última sexta-feira a decisão da União Européia de suspender, por pressão da Irlanda, a importação de carne bovina brasileira. “Eles têm a [doença da] vaca louca e ficam dando palpite aqui”, reclamou o presidente. Lula disse que vai sugerir ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a formação de uma comissão de deputados para ir até o Parlamento europeu discutir a questão.
O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), defendeu que o Brasil pressione a UE a voltar a importar carne bovina brasileira. Uma proposta defendida pelo governador é sobretaxar produtos provenientes do bloco econômico europeu. Para o governador, a decisão da União Européia é de interesse econômico e financeiro e não teria relação com a questão sanitária dos animais. “Acho que eles estão palpitando demais e querem manter a hegemonia colonizadora que a Europa teve. Nós somos independentes e vamos tratar de dialogar de forma comercial na mesma estatura e no mesmo tamanho”, afirmou.
Nova
Unidade

O frigorífico Minerva S.A. anunciou na última sexta-feira, em comunicado, que está acelerando a construção da unidade fabril de produtos industrializados cooked frozen –alimentos conge­lados– com o intuito de minimizar os efeitos do embargo da União Européia à carne bovina in natura do Brasil. A fábrica deverá entrar em funcionamento no segundo trimestre deste ano. A unidade é fruto de uma joint venture com a irlandesa Dawn Farms para a fabricação de produtos com maior valor agregado e que não estão susceptíveis às atuais barreiras da União Européia, uma vez que o bloco permite os embarques de produtos industrializados.
Além disso, a empresa, “antecipando as restrições, reduziu alguns desses impactos exportando volumes maiores no mês de janeiro para a UE, garantindo, assim, sua presença no período das restrições”. Ainda segundo o comunicado, o Minerva não gerou capacidade ociosa nas plantas, o que permite maior flexibilidade entre os mercados em que atua.

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