Lula compara corrupção a doença crônica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou a corrupção a uma doença crônica durante entrevista concedida a oito emissoras de rádio, em Brasília. “A corrupção é uma doença crônica. Estão tirando o lixo de baixo do tapete. Mas é uma ação que está limitada à lei”, disse ele, ao responder uma pergunta da rádio “Bandeirantes”, que questionou sobre o clima de punição contra a corrupção a partir do julgamento das denúncias do mensalão.
Para Lula, o presidente não tem poderes para prender, assim como qualquer outro cidadão comum. Espontaneamente, ele se referiu aos processos de denúncias envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros e dos acusados no mensalão.
“Existe um processo, mas não dá para dizer que há culpados e inocentes. Não é simples assim. É bom que não seja simples assim. Isso é a democracia”, afirmou o presidente, ainda em resposta à Bandeirantes. “Democracia tem limite da lei”.

Foro Privilegiado

Ao ser questionado pela rádio “Itatiaia” se era favorável ao foro privilegiado, Lula deu a entender que deveria ser mantido. “Você precisa dar às pessoas no caso às autoridades a garantia de que não vão ser impedidas de exercer a função enquanto ocorre o processo”, disse o presidente.
Em seguida, Lula lembrou do episódio do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Em maio de 2005, Meirelles foi denunciado por suspeita de remessa ilegal de dinheiro ao exterior. A acusação se referia a empresas que supostamente pertenciam a ele a partir de 1996. De acordo com o presidente, foi necessário dar status de ministro para Meirelles para garantir a tranqüilidade para que ele trabalhasse. “Para isso elevamos o Meirelles a ministro. Se não um juiz de 1ª instância mandaria prender o presidente do BC”, afirmou Lula.

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