Lote de gasolina de aviação é barrado após investigação de acidente e testes

Após questionamentos da Polícia sobre a qualidade do combustível de aviação usado no país, durante a investigação da queda de um avião de pequeno porte nas proximidades do Campo de Marte, em São Paulo, na última quarta-feira, dia 8, a Petrobras informa que decidiu, preventivamente, interromper o fornecimento de um lote de gasolina de aviação importada após testes realizados em seu centro de pesquisas (Cenpes).

A companhia identificou que este lote apresentou um teor de compostos aromáticos diferente dos lotes até então importados, embora de acordo com os requisitos de qualidade exigidos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras estuda a hipótese da variação da composição química ter impactado os materiais de vedação e revestimento de tanques de combustíveis de aeronaves de pequeno porte.
 

O avião que cai em São Paulo, na quarta-feira, foi um bimotor de modelo BE-58, prefixo PR-OFI, vinha de Ubatuba e, ao tentar fazer o pouso, apresentou problemas e acabou caindo na avenida Braz Leme. O piloto morreu carbonizado no local. As investigações avançam sobre problemas na gasolina em aviões de pequeno porte.

No sábado, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizaram uma operação para apurar a qualidade do combustível de aviação fornecido em Goiás. A ação no estado foi motivada após a denúncia do dono de um bimotor, que registrou uma ocorrência alegando que o combustível provocou corrosão no tanque de seu avião.

A Petrobras reforça que ainda não há um diagnóstico completo que permita assegurar a relação de causa e efeito, o que requer um rastreamento em todo o território nacional. Mesmo assim, a companhia preventivamente decidiu interromper o fornecimento desse lote de combustível. Adicionalmente, a Petrobras informa que todos os lotes importados estão dentro dos parâmetros exigidos pela ANP e que dispõe de produto importado para comercialização imediata, mantendo-se, desta forma, o fornecimento de produto ao mercado.
 
A companhia reitera que todos os produtos que comercializa seguem padrões internacionais. A gasolina de aviação comercializada é previamente testada para garantir o atendimento às especificações do órgão regulador. A companhia seguirá cooperando com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e ANP.
 

Gasolina é importada a partir do Golfo do México


A Petrobras importa gasolina de aviação, a partir do Golfo do México, de grandes empresas norte americanas desde 2018, quando a unidade que produzia o combustível, na Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão (RPBC), foi paralisada. A reforma da planta produtora sofreu atraso devido à interrupção das obras causada pela pandemia de Covid-19, mas a previsão é que a produção seja reiniciada em outubro de 2020.

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