Lojistas locais são contrários à sobretaxa proposta pela Redecard

O comércio local aguarda orientação da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) para definir os rumos do uso do cartão de crédito Mastercard. Isso porque circula a notícia em todo o país de que a empresa responsável pelas transações do cartão, a Redecard, estaria aumentando a taxa de juros cobrada do varejo sobre as vendas parceladas sem juros, o que levaria a um boicote por parte dos lojistas. A administradora rebate, afirmando que apenas 0,5% de todo o seu universo de clientes está em fase de negociação.
Segundo o presidente da CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas), Ezra Benzion, já existe uma revolta por parte de algumas empresas da cidade que foram chamadas a renegociar a taxa de administração do cartão. Os lojistas argumentam que não têm margem para suportar o reajuste proposto, que pode chegar a 20% sobre as tarifas atuais.
“Há muitos empresários descontentes em Manaus, e com o tempo eles vão aparecer cada vez mais. Não sabemos como será nossa reação, se o boicote será total ou parcial. Por isso estamos esperando a definição do órgão máximo dos lojistas, que é a CNDL”, afirmou Benzion. “Hoje só se fala em reduzir custos. É absurdo que alguém pense em aumentá-los”, enfatizou.

Desencontros
e propostas

Em nota oficial, a Redecard se pronunciou a respeito do tema, alegando que se reuniu com o presidente da Confederação, Roque Pelizzaro Junior, no último dia 5 para esclarecer informações improcedentes que estariam sendo divulgadas. A justificativa da administradora é que a companhia está constantemente em contato com seus clientes para discutir as taxas que estejam em desacordo com os serviços prestados, não existindo qualquer movimento de aumentar as taxas cobradas de toda sua base de estabelecimentos.
Para o presidente da CDL-Manaus, esse argumento não é válido, pois o risco do negócio é intrínseco à administradora do cartão. “Esse risco é inerente ao trabalho deles e é justamente por isso que o lojista paga uma taxa – para não responder por ele”, observou.

Consumidor pode pagar a conta, diz Tadros

Outro ponto de divergência entre os representantes do varejo e a Redecard é no número de clientes que estariam em processo de negociação. A Câmara acredita em um número maior que o divulgado (de 0,5%). “Não acredito nessa informação. Eles querem o reajuste, pois há muita gente com uma negociação boa há anos, e o objetivo agora é igualar a cobrança”, comentou Ezra Benzion.
Outro a se posicionar respeito do assunto, o presidente da Fecomércio-AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Roberto Tadros, foi enfático ao afirmar que “no que depender dele, a entidade está pronta para participar de qualquer posicionamento a favor dos lojistas”.
Tadros argumentou ainda que o comerciante e o consumidor sempre saem prejudicados quando outros setores resolvem subir os preços. Os primeiros porque recebem toda a culpa por esse aumento, e os últimos porque terão que pagar por ele. “Em um primeiro momento os lojistas poderão fazer o boicote, e depois o próprio consumidor”, disse.
“Tudo o que representar aumento de custos, tanto como empresários e como membros da sociedade, evidentemente que nós abominamos, já que isso quer dizer transferência de custos para o consumidor”, frisou José Roberto Tadros.

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