7 de maio de 2021

Lojas devem repassar redução de custo com máquinas de crédito

Desde o dia 1º de julho passou a valer em todo o Brasil a unificação das máquinas de cartões de crédito. Antes da mudança, cada bandeira tinha sua própria credenciadora, com contratos e condições distintas

Desde o dia 1º de julho passou a valer em todo o Brasil a unificação das máquinas de cartões de crédito. Antes da mudança, cada bandeira tinha sua própria credenciadora, com contratos e condições distintas.
De acordo com o presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag disse que consumidor também vai ganhar com a mudança, porque o lojista vai passar a queda do custo para o produto. Essa diferença é calculada em até 35%, conforme a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping).
Assayag explicou que tanto os lojistas quanto os consumidores irão ganhar com a mudança, pois diversos fatores foram acordados, a começar pelos POS (máquinas onde são feitas as transações), que de 2000 a 2009 fez 444 bilhões de transações em todo o país. Hoje, os lojistas precisam de várias máquinas para poder trabalhar. A partir das mudanças, ele passa a trabalhar somente com uma, reduzindo em R$ 600 seus custos, repassando para os clientes valores menores não só nos produtos mais também no parcelamento e ao atrasar sua fatura, a concorrência entre as processadoras irá contribuir para redução dos custos.
A diferença crucial é que com a unificação, as credenciadoras poderão trabalhar com mais de uma bandeira, e o lojista firmará contrato com apenas uma credenciadora. Mas poderá aceitar diversos cartões, reduzindo custos e taxas atualmente pagos.
A medida traz inúmeros benefícios, já que aumentará o poder de negociação do lojista, que poderá optar pelas melhores condições como menor valor nos aluguéis de máquinas, menores taxas de administração, descontos e melhores prazos de recebimento. Também haverá redução na burocracia, pois será necessário notabilizar apenas um contrato com a credenciadora.
Indagado sobre como ficará a situação dos elevados juros estipulados pelas operadoras de cartão de crédito, o dirigente disse que esse problema é mais complicado para ser resolvido e que precisa ser avaliado pelos setores competentes.

Levantamento mundial

Conforme o dirigente, as federações e câmaras de dirigentes lojistas de todo o Brasil, vem a mais de um ano pedindo mudanças nos critérios de transações dos cartões de crédito. Foi feito um levantamento mundial, e se verificou uma distorção grande nos critérios utilizados no Brasil, principalmente na compra nos cartões de crédito à vista. “Se a compra é a vista, como pode o lojista receber esse repasse somente 31 dias depois, alguma coisa estava errada, resolvemos ir até ao ministério público e ao banco central que passou a legislar sobre a forma dos critérios de utilização dos cartões de crédito”, questionou.
A expansão do consumo das classes D e E aumentou em 36% o número de vendas com cartões em 2009, valendo tanto para as compras feitas em crédito (20%) quanto em débito (19%). Com isso, as compras feitas em cartões aumentaram consideravelmente nos últimos anos. Passaram de 2 milhões em 1994 para 2,9 bilhões em 2008. As aquisições feitas em cheques vêm caindo na comparação com o mesmo período, com 4,1 bilhões de transações em 1994 e 1,4 bilhões em 2008.
Apesar de crescente o mercado é dominado hoje por Visa e Mastercard, que sozinhas abocanham 96,65% das vendas. “Pedimos a todos os lojistas que não fidelizem, porque cada processadora vai querer negociar a seu modo oferecendo vantagens que mais tarde pode ser batida facilmente pela concorrência, não fidelizem agora, pois a briga entre a concorrência irá baixar ainda mais os custos”, finalizou Assayag.

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