Procura de aluguel de carros por motoristas de aplicativo cresce 25% em julho. Os dados foram divulgados pela ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis) que depois de registrar uma queda de 80%, de um total de 200 mil carros que estavam dedicados para a modalidade de negócio, voltou a registrar uma retomada do segmento. Queda na demanda até junho foi motivada pelos impactos do novo Covid-19.

Em Manaus, as locadoras de automóveis voltaram a registrar um aumento na demanda, mesmo que de forma gradativa, proprietários já se mostram otimistas com a retomada dos negócios. Segundo o empresário Rodrigo Pinheiro, da Alternativa Rent a Car, junho já mostrou uma boa recuperação nos negócios com um aumento de 10% do faturamento. Em julho, o cenário se mostrou ainda mais positivo com um crescimento de 30% no faturamento. O cenário positivo tem sido motivado pela leve retomada da economia e o fim do isolamento social causado pela pandemia.

“Durante a pandemia nosso faturamento caiu 90%. Início de junho teve uma melhorada. Em julho a procura aumentou e o quadro fica bom a cada dia que passa com motorista de aplicativo voltando a alugar carro”, disse.

Em julho, foi registrado no nicho uma recuperação de 15% a 20%, e de acordo com Rodrigo, o cenário é de bastante otimismo e recuperação. O objetivo é investir em uma boa estratégia de marketing com o intuito de manter o bom ritmo nos negócios, com pacotes semanal, quinzenal e mensal. 

“Já estamos recebendo turista de fora. Cliente alugando final de semana para ir passear com a família, sitio, igarapé, cachoeira entre outros lugares. Estamos com dois final de semana consecutivos, que toda nossa frota foi alugada”, disse o empresário. Estamos apostando forte no marketing, para até outubro, voltar bater nossa meta. Pois novembro e Dezembro, se Deus quiser, iremos colher os frutos”, disse.

Para o presidente do conselho nacional da associação, Paulo Miguel Junior, o pior cenário para as locadoras já passou. “Agora, estamos enxergando uma retomada, mais acelerada em algumas atividades, como a terceirização de frota, na qual tivemos até mesmo um incremento nos contratos. Empresas estão deixando de lado a manutenção de frotas próprias para fazer caixa com esses ativos”, destacou.

Segundo a Abla, apesar do cenário ser considerado satisfatório com previsão de uma boa atmosfera de negócios, o movimento está longe de alcançar os níveis pré-pandemia. Em relação ao aluguel diario para turismo de lazer e de negócios, a entidade afirma que o impacto da pandemia foi muito grande, e registrou uma queda de 90%. Os dados são relacionados à oferta de 480 mil automóveis para esse nicho. 

Por dentro

Em função da menor oferta das montadoras, que interromperam sua produção em virtude das medidas de isolamento social para evitar a propagação da epidemia, as locadoras já projetam também o aumento na idade média da frota, que hoje gira em torno de 14,9 meses, mas deve passar para 18 a 20 meses até o final de 2020.

Segundo dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores), a venda de veículos leves, que inclui automóveis e comerciais leves, as vendas somaram 122,7 mil unidades em junho. A quantidade representa uma alta de 116,8% em relação a maio. Em comparação a junho do ano passado, a retração foi de 42,5%. De janeiro a junho, foram licenciadas 763,2 mil unidades, recuo de 38,9%.

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