Livrarias sebos são a saída para economizar em livros e CDs

As livrarias sebos (especializadas em itens seminovos ou raros) se mostram hoje como uma alternativa para quem não quer pagar um alto preço em livros, CDs e DVDs. Em Manaus, atualmente existem três principais empresas no ramo: o Arqueólogo, Sebão e República. Além de conter um acervo numeroso, esses locais são fontes em pesquisas, junto com as bibliotecas públicas, e socorro para estudantes de ensino médio e superior, já que os livros didáticos saem por um valor menor que nas livrarias convencionais.
O Arqueólogo, localizado na avenida Getúlio Vargas, Centro, está na cidade há 11 anos, e, segundo o gerente do lugar, Marcelo Araújo, conta hoje com aproximadamente 50 mil títulos, entre livros, CDs, DVDs e revistas. O sistema de compra e venda do Arqueólogo funciona da seguinte maneira: o cliente interessado em vender determinado item o deixa no local para análise, onde é levado em consideração o estado, o lançamento do material e a demanda de público. Assim que ambas as partes chegam num acordo de preço, o item é colocado à venda com o lucro da livraria embutido. De acordo com Marcelo, uma média de 100 a 150 pessoas frequentam o lugar semanalmente, e sua grande maioria é composta por estudantes e pesquisadores. Ele vê a concorrência com bons olhos e diz que com esse mercado crescendo, significa mais opções para as pessoas.
O Sebão de Manaus, situado na rua Joaquim Sarmento, também no Centro, funciona há cinco anos e na avaliação de compra de livros e discos de vinil (os mais procurados na loja) são considerados o estado do objeto, o autor e se ele é vendável ou não. O proprietário Antônio Diniz diz que, dependendo desses critérios, ele pode pagar de R$ 1 a R$ 100 e que alguns só são comprados para deixar de “enfeite” nas prateleiras. “Vendi uma coleção completa da enciclopédia Barsa por R$ 50”, contou Diniz. Vale ressaltar que uma edição completa dessa enciclopédia, mesmo usada, está na faixa de R$ 800.
O Sebão possui fornecedores em São Paulo, onde fazem compras de títulos com frequencia. Antônio afirma que há grande procura por livros com a temática amazônica, principalmente por pesquisadores e universitários, e estima que seu acervo tenha 10 mil livros.
O estudante de direito Guilherme Araújo, 18, é frequentador dos sebos da cidade desde a época em que comprava cartas de jogos nesses locais para brincar com os amigos. “Hoje compro quase todos os livros que preciso no meu curso nos sebos, pois ia sair muito caro se eu fosse adquirir novos”, contou Guilherme, que também vê no local uma saída para pagar mais baratos em CDs e DVDs. “Na última vez em que vim aqui comprei um CD praticamente novo que queria há muito tempo e paguei somente R$15, enquanto na loja ele estava custando R$ 45”, comentou o universitário.

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