Live do Sesi aborda qualidade na nutrição

Durante toda a nossa existência, mas principalmente agora na pandemia, uma grande aliada dos seres humanos tem sido a alimentação saudável, afinal, comer determinados alimentos aumenta a imunidade do organismo dificultando a entrada de doenças. Uma live, promovida pelo Sesi no próximo dia 24, às 15h, irá explicar melhor essas questões, mas o Jornal do Commercio ouviu Noemi Martins Tamborini, que irá participar da live. Noemi é nutricionista do Sesi, especialista em nutrição clínica e em segurança alimentar.

“Uma alimentação saudável é aquela que garante estar seu organismo recebendo todos os nutrientes de que necessita, além disso, essa alimentação precisa ser variada, equilibrada, ter quantidade e segurança na procedência dos produtos”, informou.

Como ninguém é igual a ninguém, e cada um tem seu gosto, o nutricionista tem a capacidade de trabalhar a individualidade de cada pessoa adequando seu cardápio de acordo com suas necessidades nutricionais.

Tão importante quanto a qualidade e saber a procedência dos alimentos é higienizá-los, mas agora, durante a pandemia, foram tantas informações sobre a super necessidade de lavar e higienizar antes tudo o que tocávamos, que quem sofre de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) deve ter ido à loucura.

“A importância de lavar, e até escovar, frutas e verduras, é para evitar alimentos contaminados. Levantamento feito pela FDA (Food and Drug Administration), órgão americano que regulamenta alimentos e medicamentos, mostrou que, anualmente, 48 milhões de pessoas adoecem por comer alimentos contaminados”, falou.

“Quanto à questão do TOC, não tenho como dizer se esse problema pode ter aumentado, durante a pandemia, entre quem sofre dele, mas se isso aconteceu e o transtorno se tornou um problema maior, é melhor essa pessoa procurar a ajuda de um psicólogo”, completou.    

Lavar e higienizar

Lavar é simples. É só passar água e pronto, mas com a pandemia o processo deveria seguir até a higienização, bem mais trabalhosa.

“O lavar tira as sujeiras visíveis a olho nu. Higienizar, ou desinfectar, é imergir o alimento em uma mistura de água potável e solução clorada (água sanitária), por cerca de 15 minutos. A higienização elimina uma carga de bactérias que está por fora desses alimentos, retardando seu processo de deterioração”, explicou.

Mas não é para usar qualquer água sanitária. O produto precisa estar registrado no Ministério da Saúde. Não deve ser perfumado, nem conter outras soluções de limpeza para roupas. A água sanitária indicada para lavar alimentos precisa indicar a quantidade a ser utilizada na higienização a fim de evitar acúmulo no organismo.    

Quando se fala em contaminação de alimentos, sempre, em primeiro lugar surgem os coliformes fecais. Há anos as bactérias coliformes têm sido usadas como indicadores de condições insalubres em água e alimentos. Os coliformes fecais têm como principal origem o tracto intestinal de animais de sangue quente, como o ser humano.

“Isso acontece porque praticamente todos os alimentos de origem vegetal ou animal, sujeitos a processamento, podem veicular a E. coli (Escherichia coli), uma das bactérias mais conhecidas do grupo de coliformes, desde que durante o processamento tenha havido falhas na higienização como, por exemplo, o manipulador ter ido ao banheiro e não higienizado corretamente as mãos”, lembrou.

Alimentação amazônica

Durante a pandemia, a Vitamina D, por ser considerada a principal defensora do sistema imune do organismo, tornou-se a vedete entre as vitaminas e, além de ser encontrada na gema do ovo, no fígado bovino, nas sardinhas e queijos, pode ser facilmente absorvida pela exposição, por alguns minutos, à luz solar.

“Mas também indico o orégano, o alho, o limão, a própolis, iogurte natural, mangarataia, carnes vermelhas, castanhas, feijão, banana prata, aveia, abacate, laranja, manga, mamão, cenoura, maracujá, acerola, ovo cozido e beber muita água, de 1,5 a 2,5 litros/dia. Temos um gigantesco exército para ajudar na nossa proteção contra os invasores. É só convocá-lo”, ensinou.

E ainda somos donos de uma alimentação que é só nossa, amazônica, à base de frutas, verduras e peixes.

“Todos os nossos peixes são excelentes. Pra completar, açaí, cupuaçu, castanhas, tucumã, bananas, abacaxi, couve, cheiro verde, jerimum, cará, macaxeira, tapioca, bolacha de motor e mesmo a farinha”, listou.        

Na live do dia 24, sexta-feira, ‘Educação alimentar em tempos de pandemia’ Noemi estará junto com Pedro Duarte, psicólogo especialista em Terapia Cognitiva Comportamental.

“Tudo o que foi apresentado aqui, e mais alguma coisa, iremos debater num bate-papo gostoso no qual qualquer pessoa pode participar. Basta solicitar inscrição pelo e-mail: [email protected]

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