23 de maio de 2022

Linha do tempo dos 118 anos do Jornal do Commercio

Em 118 anos, o Jornal do Commercio passou por uma série de mudanças na imersão da empresa na história do século mais transformador de toda a humanidade. Como testemunha ativa nessa evolução, o jornal foi sendo moldado, não pelas circunstâncias, mas pelo propósito dos líderes que estiveram à frente de seu controle nesse período. Nessa linha do tempo histórica, é possível conhecer algumas dessas transformações:

1904

É fundado em 2 de janeiro de 1904 pelo comerciante português Major Joaquim Rocha dos Santos (1851-1905), radicado no Brasil desde 1862. Rocha dos Santos teve a ideia de criar um jornal empresa especializado na atividade comercial, que estava em pleno desenvolvimento no Amazonas no período.

1905

Falece o fundador em 9 de dezembro de 1905, vitimado por um infarto fulminante, aos 54 anos. Foi sepultado na quadra 2 do Cemitério de São João Batista. O jornal fica fora de circulação por alguns meses.

1906

Coronel Adolpho Lisboa foi proprietário do jornal em 1906

Volta a circular em 15 de abril de 1906 após ser adquirido pelo Superintendente Municipal Coronel Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa (1862-1913). Passou a ser dirigido pelos jornalistas Alcides Bahia, Henrique Rubim e Francisco Tavares da Cunha Mello.

1907

Assume a direção, em abril de 1907, o jornalista, advogado e teatrólogo carioca Vicente Torres da Silva Reis (1870-1947). Nesse mesmo mês, com ajuda financeira de seu sogro, o Coronel Cosme Alves Ferreira, Vicente Reis adquire o jornal, inaugurando uma nova fase.

1912

Máquinas de linotipo do início do Século XX

Vicente Reis importa dos Estados Unidos, em 12 de maio de 1912, três máquinas de linotipo, duas n° 10 e uma n° 05, fabricadas pela empresa Mergenthaler Linotype Company, de Nova York. Foram montadas pelo engenheiro norte-americano Mariano Alfredo Walderrama. O jornal tornava-se o terceiro da América do Sul a implantar esse moderno maquinário.

1923

Arthur Reis foi redator-chefe do Jornal a partir de 1923

Arthur Cézar Ferreira Reis (1906-1993), filho de Vicente Torres da Silva Reis, assume o cargo de redator chefe do jornal. Futuramente, entre 1964 e 1967, seria Governador do Estado do Amazonas.

1943

Chateaubriand e seu Diários Associados estiveram à frente do JC

Após 37 anos de trabalho e buscando aposentar-se, Vicente Reis vende o Jornal do Commercio para os Diários Associados, maior conglomerado de mídia da América Latina, fundado pelo empresário, político e advogado paraibano Francisco Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1892-1968), por 500.000 cruzeiros em 01° de fevereiro de 1943.

1943

João Calmon

Assume como diretor o jornalista e político João de Medeiros Calmon (1916-1999), que desde 1937 trabalhava para os Diários Associados. Calmon, de família tradicional da Bahia, era formado em Direito pela Faculdade Nacional de Direito. Lhe ajudou por algum tempo o conceituado médico amazonense Dr. Avelino Pereira, que teve que deixar a direção por conta de seus afazeres médicos.

1943

Josué Cláudio de Souza

Os Diários Associados enviam para auxiliar João Calmon o jornalista catarinense Josué Cláudio de Souza (1910-1992), que posteriormente viria a fundar, em 1948, a famosa Rádio Difusora do Amazonas. Josué era Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Além de jornalista, teve larga carreira política como Deputado Estadual, Deputado Federal e Prefeito de Manaus.

1943

A antiga sede do Jornal do Commercio, na avenida Eduardo Ribeiro, é reformada e reinaugurada.

1945

A Rádio Baré, criada em 1939 pelo rádio amador Lizardo Rodrigues, é adquirida pelos Diários Associados. Nesse mesmo ano é adquirida uma rotoplana de segunda mão no Rio Grande do Sul para auxiliar na impressão.

1945

Constituição da empresa Jornal do Commercio Ltda em 6 de novembro de 1945.

1946

Josué Cláudio de Souza deixa a direção, assumindo o jornalista Eduardo Mota Rêgo em 1º de outubro de 1946.

1947

Frederico Lopes Freire Barata

Assume a direção o jornalista e crítico de arte manauara Frederico Lopes Freire Barata (1900-1962). Barata tinha larga experiência na arena jornalística, tendo trabalhado nos jornais O Brasil, O Jornal e na revista O Cruzeiro, do Rio de Janeiro. Também trabalhou na direção do jornal Diário de Notícias, de Porto Alegre; e trabalhou na redação do jornal A Província do Pará.

1959

Divide a direção com Frederico Lopes Freire Barata o jornalista acreano Epaminondas Corrêa Barahuna (1910-1992). Nascido em Xapuri, filho de seringalista, Barahuna mudou-se ainda jovem para Belém, no Pará, na década de 1920. Em 1934, em Manaus, começou a trabalhar como repórter policial do Jornal do Commercio.

1962

Após a morte de Frederico Barata, Epaminondas Barahuna divide a direção com João Calmon, que retorna para a sua segunda fase como diretor. Dirige de forma indireta, pois acabara de ser eleito Deputado Federal pelo Espírito Santo.

1966

Com a reeleição de Calmon, Barahuna torna-se diretor único do jornal.

27 de Julho de 1970

Inaugurada na oficina do jornal a rotativa ‘Goss Community’ de impressão off-set (impressão indireta, com maior custo-benefício e qualidade, pois impedia a danificação do papel pela tinta). Garantindo a impressão de 14.000 mil exemplares por hora, foi a primeira da região Norte e uma das primeiras do Brasil, ao lado da instalada no Correio Brasiliense, também dos Diários Associados

4 de Dezembro de 1984

Jornalista Guilherme Aluízio tendo o ex-governador Gilberto Mestrinho à esquerda/Crédito: Acervo JC

Em 04 de dezembro de 1984, depois de mais de 40 anos como propriedade dos Diários Associados, é comprado pelo empresário amazonense Guilherme Aluízio de Oliveira Silva (1937-2019), que também adquiriu a Rádio Baré. Foi com Guilherme Aluízio que o jornal ficou restrito ao tripé economia, política e entretenimento, afastando-se de aspectos comuns em outros periódicos, como as páginas policiais, circulando principalmente através de assinaturas mensais e anuais. 

1987

Torna-se o primeiro jornal da região Norte a ter um selo de garantia, o IVC, Instituto Verificador de Circulação, posteriormente conhecido como Instituto Verificador de Comunicação, entidade sem fins lucrativos que certifica o desempenho de veículos impressos e digitais.

1989

Após maciço investimento, o Jornal do Commercio tornou-se o primeiro jornal da região Norte a possuir um sofisticado sistema de informática, com as matérias sendo produzidas em modernos computadores.

1990

Em 1990 o Jornal do Commercio, mais uma vez se reinventado e inovando, tornou-se o primeiro jornal do Amazonas a publicar uma edição a cores, com fotografias da Copa do Mundo.

1998

Após quase um século de existência, a direção do Jornal do Commercio decide que sua segmentação seria baseada no tripé economia, política e cultura, afastando-se de aspectos comuns em outros periódicos, como as páginas policiais. Esse modelo fez bastante sucesso, que se refletiu no aumento pela busca de assinaturas.

1999

Com a internet ainda dando seus primeiros passos no Brasil, é lançada a primeira versão do Portal do Jornal do Commercio (Portal JCAM). Nos anos seguintes surgiram novas versões e melhoramentos, tornando-o bastante acessado pelo público.

Dezembro de 2000

O Jornal do Commercio, após ser analisado em sua estrutura, conquista a certificação ISO 9001, o que garantiu a operação da empresa com mais eficiência e maior reconhecimento nacional e internacional.

Janeiro de 2007

É implantado um sistema de administração descentralizada, que consiste em dar mais autonomia aos departamentos do jornal no que diz respeito às finanças, mas, ainda assim, eles ficam submetidos à direção da empresa.

2009

Reconhecido como o jornal mais importante da região Norte, tendo coberto em mais de um século os principais acontecimentos da região, como o boom da borracha e sua crise, o Jornal do Commercio, para deleite de seus leitores e de pesquisadores das mais diferentes áreas do conhecimento, tem seu acervo digitalizado.

2019

Falece no dia 3 de junho de 2019 em São Paulo, aos 82 anos, o Presidente do Jornal do Commercio, Guilherme Aluízio de Oliveira Silva, sendo sepultado em Manaus, no Cemitério de São João Batista, no dia 5 de junho. Guilherme Aluízio de Oliveira Silva foi repórter, redator, empresário. Amazônida de espírito criativo, determinado, que deixou um legado incomparável no jornalismo brasileiro.

2021

Implantação, na sede do Jornal do Commercio, do sistema de geração de energia solar.

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