Líderes tentarão modificar pontos discordantes

Lideranças no Senado se preparam para orientar suas bancadas sobre o exame dos itens aprovados pela Comissão da Reforma Política. O relatório da comissão será entregue ao presidente do Senado, José Sarney, na quarta-feira (13). As propostas vão à CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) e, posteriormente, ao Plenário. Apesar de otimistas, os líderes ouvidos pela Agência Senado são cautelosos ao falar sobre a conclusão da reforma no Congresso.
Todos consideram os temas em debate complexos e polêmicos, a começar pelo sistema proporcional de lista fechada, modelo aprovado pela comissão para eleição de deputados e vereadores. Os partidos que defendem modelos rejeitados pela comissão, como o “distritão” e distrital misto, já anunciaram que irão recolocar suas propostas.
Os senadores preveem que a polêmica será ainda maior na Câmara dos Deputados. Como a articulação entre as duas Casas ainda está no início, os líderes não arriscam qualquer previsão sobre o futuro da reforma. Veja o que pensam alguns líderes:
Humberto Costa (líder do PT): Muitos dos temas defendidos pelo partido foram aprovados na comissão, sendo um resultado além do esperado. O partido se posicionará contra a possibilidade de candidatura avulsa. No que se refere a regras para suplentes, o PT quer garantir que o senador não perca o mandato caso se afaste por mais de quatro anos, e que possa se afastar para assumir qualquer cargo no Executivo.
“Também queremos ‘destrinchar’ as regras para financiamento público de campanha e aprovar lei que regulamente a forma como os partidos definirão a prioridade na lista”, disse, ao citar a realização de prévias como uma possível regra.
Romero Jucá (líder do governo no Senado): O senador pelo PMDB considera o trabalho da comissão “um primeiro passo” para a reforma política, ressaltando que agora “cada senador e cada partido se manifestará sobre a melhor reforma para o país”.
Jucá considera que as propostas aprovadas na comissão têm “alguns equívocos”.
“O voto em lista é um equívoco e a candidatura avulsa é um equívoco. Quero debater tudo isso, mas dentro das regras democráticas”, afirmou.
Ele defende o “distritão” e lembra que, nesse modelo, não existe coeficiente partidário, o que já elimina a necessidade de coligação ou federação de partidos.
Jucá lembra que parte essencial da reforma afetará a forma de eleição de deputados, tornando o consenso ainda mais difícil na Câmara.
“Há muita polêmica para passar debaixo da ponte”, observou.

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