Líderes do PT e PMDB estudam aliança “heterodoxa” em 5 Estados

As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitindo a possibilidade de dois palanques governistas nos Estados para as eleições de 2010 provocaram reações no comando do PMDB e do PT.
Reunidos em Brasília, líderes dos dois partidos admitiram a possibilidade de liberar uma composição diferente da coligação nacional em pelo menos cinco Estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.
Após o encontro, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que para esses Estados serão criadas uma aliança “heterodoxa”. Jucá, no entanto, reconheceu que os problemas nos Estados podem trazer dificuldades na composição PT e PMDB para 2010.
“Demos mais um passo no entendimento. Existem Estados que efetivamente vai ser mais difícil, uma solução heterodoxa, diferente da maioria dos Estados que nós vamos fazer”, afirmou. Para Jucá, se não houver entendimento para uma chapa de petistas e peemedebistas nos Estados, qualquer aliança diferente terá que passar pelo crivo do comando dos partidos. “O presidente disse que os Estados serão ouvidos. E é natural esse processo que tem que sair de baixo para cima. É claro que os procedimentos, os entendimentos na base serão feitos e o que não for resolvido na base, virá para a segunda instância. Esse é um processo que vai afunilar na direção nacional, se não houver entendimento”, disse.
Segundo a presidente em exercício do PMDB, deputada Iris Araújo (GO), ainda há divergências nos diretórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pará, mas podem ser resolvidas. “A gente está acompanhando passo a passo, por isso estamos programando essas reuniões. Muitas vezes saem declarações nos Estados que não temos como checar, então, é importante conferirmos olho no olho o que realmente é um problema. Hoje, temos questões em Minas, Rio e Pará e justamente estamos estabelecendo essa conversação”, disse.
Jucá disse ainda que os dois partidos devem fechar os problemas regionais para chegar fortalecidos nas conversões partidárias para, na sequência, conversar sobre o nome do candidato a vice-presidente. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), é o mais cotado.

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