Lideranças mostram falta de sintonia na defesa do Polo Industrial de Manaus

Em texto publicado em sua rede social, o superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes, respondeu aos ataques recentes contra sua postura à frente da autarquia e criticou a atuação da bancada amazonense no Congresso, em especial o deputado federal Marcelo Ramos e o senador Omar Aziz, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos no Senado. O superintendete foi criticado publicamente por supostamente politizar sua atuação à frente da Suframa. O empresário Belmiro Vianez disse nesta semana, em entrevista à Rádio Tiradentes, que o coronel está descumprindo a promessa do presidente Jair Bolsonaro de despolitizar a Suframa. "A Suframa não pode ser palco de questões político-partidária", afirmou. 

Na sua rede social, coronel Alfredo Menezes criticou diretamente o deputado Marcelo Ramos que questionou, segundo nota publicada no jornal Amazonas em Tempo, a tentativa do superintendente de desviar a participação da bancada amazonense no processo de articulação em defesa do setor de concentrados no PIM. Para Marcelo Ramos, o coronel teria botado tudo a perder na tentativa de sair "como herói" na articuloação pela manutenção da alíquota de IPI para o setor de concentrados num patamar aceitável à competitividade das indústria no PIM. 

"Poderia respondê-lo (ao deputado Marcelo Ramos) de modo simples e objetivo, pois todos que conhecem a sua trajetória pessoal e profissional, um carreirista, sabem tratar-se de uma pessoa absolutamente inconfiável e sem credibilidade nenhuma com o povo do estado do Amazonas, basta ver a sua história no nosso estado, começou como um fervoroso comunista e hoje diz que abandonou a foice e o martelo para estar ao lado do que existe de mais nefasto na política do Amazonas e do Brasil, sendo inclusive eleitor declarado do PT e defensor do famigerado imposto sindical", disse.

O superintendente da Suframa aproveitou para "espetar" o líder da bancada amazonense no Congresso, senador Omar Aziz, que buscou fazer articulação junto ao ministro Paulo Guedes. "Apenas para esclarecimento, quem na realidade quis assumir o papel “Salvador da Pátria” foi o seu líder máximo e talvez ídolo na política, o Senador Omar Aziz e não a Suframa, esta sim, trabalha de forma meramente técnica e alinhada com os princípios básicos do governo federal", disse o coronel.

Toda a articulação desastrosa em torno da defesa do polo de concentrados mostra, na verdade, um dos grandes desafios da luta pelos interesses da ZFM que é tirar o peso político individual das iniciativas e mostrar uma união pelos interesses comuns. Nesta semana, por exemplo, o senador Omar buscou tratar com o ministro Paulo Guedes de forma individualizada, mas foi surpreendido pela articulação direta do deputado federal Silas Câmara junto ao próprio presidente Jair Bolsonaro, enquanto o superintendente da Suframa fez articulações junto às empresas e o presidente de forma paralela sem, aparentemente, incluir a participação da bancada. O resultado: muito barulho, aparentemente, por nada.  

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