Lideranças empresariais da Amazônia cobram soluções para sustentabilidade

O Consórcio da Amazônia Legal realizou, nesta quarta-feira (12), um fórum virtual com a participação de líderes de algumas das maiores empresas para discutir questões sobre a preservação do meio ambiente.

As lideranças apresentaram o ‘Comunicado do Setor Empresarial Brasileiro’. Elaborado pelo Cebds (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), o documento defende a adoção de políticas públicas para a retomada econômica após a crise na saúde causada pela pandemia de novo coronavírus.

Assinam a proposta empresas de peso com grande raio de ação no mercado como a Ambev, Bayer, BRF, Grupo Boticário, Ipiranga, Michelin, Natura e Osklen.

Segundo especialistas, o objetivo é priorizar iniciativas dentro da chamada economia circular e de baixo carbono, como aproveitamento de produtos e recursos em múltiplos ciclos (reuso, reciclagem e outros materiais), especialmente na área de abrangência da Região Amazônica,

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), que participou da videoconferência, ressaltou as prioridades dessas ações de defesa ambiental na região. “O Estado já vem dando respostas a essas demandas. Estamos regulamentando nossa lei de serviços ambientais agora neste mês”, afirmou.

Segundo Lima, essa iniciativa sustentável permitirá ao Amazonas entrar no mercado mundial de carbono. Ele anunciou que o Estado tem R$ 30 milhões do Fundo Amazônia para investir em regularização ambiental e no Cadastro Ambiental Rural.

“A articulação regional, inclusive com a participação da iniciativa privada, é fundamental para avançarmos rumo ao desenvolvimento sustentável do País”, acrescentou o governador durante o fórum virtual.

As empresas que assinam o documento salientam estar dispostas a contribuir com soluções para um país ambientalmente correto. E defendem, principalmente, o combate inflexível e abrangente ao desmatamento, a inclusão social e econômica de comunidades locais e a adoção de mecanismos de negociação de créditos de carbono.

As lideranças propõem ainda que pacotes de incentivos à recuperação da economia, abalada pela pandemia nos últimos quatro meses, sejam condicionados a uma atividade econômica circular de baixo carbono.

O presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Marcelo Britto, afirmou que o principal objetivo do grupo é aumentar o combate ao desmatamento ilegal e reforçar o reflorestamento de áreas abertas. “Queremos contar ainda com a criação de um mercado de carbono e colocar o Brasil numa posição internacional de destaque, já que há uma tendência de os investidores destinarem recursos a empresas com mais responsabilidade ambiental”, frisou.

O governador do Maranhão, Flavio Dino, defendeu a aplicação de fundos do consórcio entre os governadores na preservação ambiental. “Vamos priorizar mais ainda essa pauta”, disse.

O governador do Pará, Helder Barbalho, avaliou que os objetivos propostos são, porém, processos muito complexos. “Precisam antes viabilizar as atividades econômicas na Amazônia. Mas ter um grupo de poderosos empresários como esse é uma maneira de pressionar por resultados”, salientou.

O presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, Waldez Góes, destacou que esforços nesse sentido já acontecem em ações reunindo a sociedade, o setor empresarial e os governos. “Todos temos esse compromisso, de fortalecer a defesa do ambiente, mas dando também oportunidades de emprego e renda à população”, afirmou

Hoje, algumas empresas que assinam o ‘Comunicado do Setor Empresarial Brasileiro’ já desenvolvem soluções de negócios com foco na bioeconomia, no valor agregado e rastreabilidades dos produtos, inclusive na Amazônia.

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