Lideranças do comércio comemoram mudanças em novo decreto

Apesar de não trazer mudanças significativas para o varejo, as lideranças do comércio amazonense comemoraram as novas medidas definidas pelo Comitê de Enfrentamento da Covid-19, para o próximo decreto. A principal medida anunciada nesta quarta (31) –e que também permite maior flexibilização de horário para os demais setores –, é a redução do toque de recolher diário, de 00h às 6h. No entendimento dos dirigentes classistas, trata-se de mais um passo em busca de uma normalidade perdida para a economia amazonense. 

Entre as alterações anunciadas está também o horário de funcionamento de restaurantes e lanchonetes –de segunda a sábado (6h às 23h) e também aos domingos (7h às 16h) –, assim como balneários, parques aquáticos e clubes recreativos (7h às 16h) e flutuantes (9h às 16h), de segunda a domingo. As instituições privadas estarão facultadas a retomar também o ensino médio presencial e de cursos livres, como escolas de idiomas. 

Especificamente para o comércio, a única medida prevista é a permissão de as galerias e mini-shoppings funcionarem no mesmo horário das lojas de rua, das 9h às 17h. Mas, não há menção aos centros de compra propriamente ditos –que ainda funcionam até às 20h. Vale notar que os estabelecimentos de todos os setores deverão respeitar o limite de ocupação de 50% da capacidade dos espaços, além das medidas de distanciamento, uso de máscara e higienização das mãos. O decreto com as alterações entra em vigor na próxima segunda (5) e terá validade de 15 dias.

“Qualquer medida que facilite a abertura de setores é positiva. Tudo que abrir, é bom para fazer a economia voltar a se movimentar. No caso das galerias e mini shoppings, a medida é mais que bem-vinda. Se permanecessem fechados, seriam muitos camelôs ocupando as ruas e contribuindo para que os números da pandemia voltassem a subir”, assinalou o presidente da ACA (Associação Comercial do Estado do Amazonas), Jorge de Souza Lima.

O dirigente avalia que os outros decretos já vinham desenhando um panorama mais favorável para a atividade comercial, com flexibilizações gradativas, e que há poucos passos ainda a serem dados para a retomada dos horários normais do setor. A incógnita, no entanto, reside na confiança do consumidor amazonense, em um panorama que ainda sinaliza dificuldades econômicas –em face da ausência de medidas federais para conter os impactos da pandemia –e sanitárias  dada a escassez de vacinas.

“Nossa expectativa, agora, é com a resposta das vendas do varejo e da retomada da economia em geral, que deve ganhar um empurrão com mais coisas abertas. Por enquanto, as vendas estão bem devagar. Não vi muito movimento no comércio para chocolates e produtos de festas para Páscoa, por estes dias, e a data comemorativa já é neste fim de semana”, ponderou   

Dia das Mães

Para o presidente da Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, as novas medidas refletem a retração dos números de contaminações, hospitalizações e mortes pela covid-19, em âmbito local. “O governo sabe que o comércio, de uma forma geral, não gera aglomeração. Sabemos quais são as fontes para isso e o governo está mais do que estribado em fatos reais para flexibilizar”, complementou.

O dirigente destaca que os mais de dois meses de portas fechadas dificultaram a renovação de estoques do setor, embora lembre que as paralisações do atacado em outros pontos do país podem oferecer obstáculos à reposição dos lojistas. No tocante às expectativas, entretanto, Aderson Frota aponta que, à medida que o processo de vacinação avança, o comércio vai se restabelecendo.

“Muita gente ficou todo aquele tempo sem ânimo ou expectativas para renovar seus estoques. Apesar das paralisações no Sul e no Sudeste, aos poucos, isso vai sendo restabelecido. Com a vacina, já podemos ver a redução nos números da pandemia. É muito natural que estejamos positivos, para que experimentemos uma recuperação e organização geral das lojas para o Dia das Mães, que é a segunda melhor data do calendário comercial. Nossa expectativa é altamente positiva”, afiançou. 

“Papel de todos”

Texto distribuído pela Secom (Secretaria de Comunicação Social) reforça que as alterações nas medidas de restrição e de distanciamento social só foram possíveis graças à redução nos casos e mortes por Covid-19. Dados da Fundação de Vigilância em Saúde, referentes a 29 de março indicam queda de 11% da média móvel de casos e de 38% de óbitos no Amazonas, em 14 dias. A redução reflete, por sua vez, na taxa de ocupação de leitos das redes pública e privada, destinados a pacientes de Covid-19, que em 77,5%, nas UTIs, e em 57,8%, nos leitos clínicos. A FVS-AM alerta, contudo, para a necessidade de manter as medidas de prevenção, principalmente as regras de distanciamento e uso de máscaras e higienização das mãos.

Em live nas redes sociais do Executivo estadual, o governador do Amazonas, Wilson Lima alertou, nesta quarta (31), que a retomada das atividades, com segurança, exige a contribuição de todos. “Não é só papel do Governo do Estado, da prefeitura, das autoridades; é papel de todo mundo. A gente faz aqui o que é possível: ampliar leitos, ampliar a rede hospitalar, fazer campanha publicitária, mas só tem uma pessoa que pode evitar a transmissão do vírus, que é você que está me assistindo. Se continuar fazendo aglomeração, festa clandestina, não tem rede hospitalar no mundo que consiga suportar”, encerrou. 

Foto/Destaque: Diego Peres/Secom

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