Lideranças discutem logística no AM

Com o objetivo de debater com os empresários, técnicos e lideranças do setor de todo o Brasil soluções para os principais gargalos do transporte na Amazônia, a Fetramaz (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia) iniciou na última quarta-feira (21), a segunda edição da TranspoAmazônia, evento que reúne alguns dos principais especialistas do setor no país.
A 2ª Transpoamazônia é uma realização da Fetramaz com apoio da CNT, Sest (Serviço Social do Transporte), Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Sebrae, Cieam, Fieam, CDLM e das entidades sindicais do setor de Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, Amazonas e Acre. Este ano o evento conta com 52 expositores e 2.780 inscrições pela internete de interessados nas palestras e seminários.
A organizadora, ainda estima que a feira receba 13 mil visitantes.
Na agenda da 2ª TranspoAmazônia estão confirmadas as presenças do diretor-presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística S.A.), Paulo Sérgio Passos, o diretor da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Adalberto Tokarski, o ex-ministro dos Transportes Cloraldino Severo, o ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot e o atual coordenador-geral de Portos da autarquia, Valter Casemiro.

Conquistas do setor
A TranspoAmazônia une diversas lideranças, mas sem poder decisório, apenas informa e sugere e tem como um dos objetivos fazer uma carta de intenções do setor e encaminhá-la as autoridades constituídas, como explica o vice-presidente da Fetramaz, Antônio da Costa Rodrigues Júnior.
“Todos os assuntos abordados e debatidos, entram neste resumo. A participação de classes, categorias e lideranças, agregando todos os modais, dá força para as reinvindicações e sugestões do setor”, comenta.
A primeira feira em 2012, apesar de ser iniciática, conseguiu suplantar o esperado. De concreto, após a carta de intenções, houve a retomada de alguns projetos e discussões estratégicas com setores do governo. Alguns não tiveram andamento, por questões políticas, ambientais e crises no Dnit, mas houve um empenho muito grande do empresariado. Conta o presidente da Fetramaz, Iran Bertolini
“Tivemos muitas conquistas na primeira edição, mas podemos avançar ainda mais principalmente quanto à abertura das BRs 319 e 163 e também na navegabilidade do rio Madeira”, avalia.
Algumas ações das autoridades que seriam de grande ajuda para o setor de cargas no Brasil e no Amazonas, ainda estão emperradas, como os compromisso firmados para reduzir os entraves do setor durante a Copa do Mundo. “Na realidade pouco foi feito, temos o exemplo dos portos do Amazonas, mas temos que guardar o pensamento de que é necessário um ponto de partida. Vamos continuar cobrando e informando as autoridades”, comenta o vice-presidente.

Burocracia
Para conter os prejuízos do setor, as lideranças presentes ao evento discutem em painéis e seminários sugestões para desafogar o setor e aumentar a competitividade. Mas a burocracia ainda é um gargalo. “A criação do entreposto de Santarém será de grande ajuda para os produtores do PIM, um grande avanço nas exportações. Além disso, estamos junto ao governo, na luta para reduzir a burocracia, fazendo com que as indústrias construam seus próprios portos. É difícil obter licenças, autorizações e certificações ambientais, mas esperamos conseguir,” fecha.

1º dia do evento
Iniciando a 2ª Transpoamazônia, o Seminário de Logística Urbana, organizado pelo Intra (Instituto de Pesquisas em Transportes) e Ufam (Universidade Federal do Amazonas) em conjunto com o Club (Centro de Logísitca do Brasil) visava estimular a troca de informações e de experiências para construir soluções que atendessem aos desafios particulares, levando em conta os interesses de todos os atores urbanos.
Ainda no primeiro dia da TranspoAmazônia, logo após a cerimônia de abertura, às 18h30, houve o lançamento do livro ‘Amazônia – Estradas d’água’, do jornalista e fotógrafo Fabiano Mazzotti e da escritora Marli Tasca Marangoni. Encerrando a programação do dia, a palestra ‘A Economia do Cedro – Caminhos para o Brasil’, com o empresário, palestrante, professor e autor Carlos Alberto Júlio, falou sobre sustentabilidade e também mostrou o diagnóstico e os possíveis papéis de cada leitor neste novo mundo.

Agenda
A programação para esta quinta-feira (22), começa às 9h, com o ‘Seminário de Transportes Hidroviários e Construção Naval da Bacia Amazônica’.
A abertura da feira de expositores ao público estará aberta ao público a partir das 14h com grandes empresas do setor, dentre elas principais fornecedores e fabricantes de peças e equipamentos, além dos maiores operadores de transporte e logística na região Norte do país.
Às 15h acontece a palestra ‘Meio Ambiente e Competitividade do Transporte’ com a consultora ambiental da CNT (Confederação Nacional de Transporte), Patrícia Boson, e às 17h é a vez do painel ‘Investimento em Infraestrutura de Transporte’, com a participação de especialistas como o diretor-presidente da estatal EPL, Paulo Sérgio Passos e o economista e ex-presidente do Banco do Brasil, Luiz Antônio Fayet.
Na sexta-feira (23), o destaque fica por conta do painel ‘Transporte Fluvial na Região Amazônica’, às 15h, mediado pelo diretor da CNT, secretário-geral da Câmara Interamericana de Transportes e presidente da Federação das Empresas de Logística do Rio Grande do Sul, Paulo Caleffi.
Às 18h, no encerramento do evento, o educador Steven Dubner, eleito um dos dez melhores palestrantes do Brasil apresenta a motivacional ‘Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez!’.

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