7 de dezembro de 2021

Leonardo da Vinci disse certa vez que é necessário apenas saber e haverá asas. Quando penso em liderança, sempre me remeto às inúmeras oportunidades de estabelecer relações de ajudar e ser ajudado, ensinar e ser ensinado, apoiar e ser apoiado e para isto, o quanto é importante a educação permanente, afinal, a busca contínua pelo aprendizado é o passo efetivo para a autoeducação e com ela o eterno processo de evoluir.

Todo líder é rapidamente comparado a um educador, um orientador, um treinador. Anteriormente o ensinar era percebido como o dirigir a aprendizagem, uma transmissão maciça de conhecimentos, em ação centrada no professor. Desta forma, aquele que estava na posição de aluno, não elaborava, não integrava, pois somente memorizava.

Por sorte, muita pesquisa e pessoas com dedicação na construção do saber, este formato evoluiu e o centrar nas dificuldades e oportunidades individuais de cada treinando passou a ter a importância devida.

Na prática de liderar, não deve ser diferente. O mais importante não é a figura do líder em seu status e poder, mas o quanto ele verdadeiramente se mobiliza para garantir que o compartilhar, o expressar, o informar, estão direcionados para as necessidades dos seus liderados. 

Neste movimento, o quanto se tem visto o empenho em conhecer sobre perfil e personalidade. Em compreender melhor a forma como as pessoas aprendem e assim encontrar a abordagem mais específica e eficaz para cada membro do time. 

Sendo assim, o líder empenhado em aprender a aprender exige compreensão com participação e realização dos liderados, como: aprender a fazer, fazendo; aprender a pesquisar e com isto propor novas ideias; elaborar a partir de observações, leituras e experiências pessoais; aprofundar conceitos e suas aplicabilidades; integrar valores para ter senso de pertencimento e neste caminho esclarecer as dúvidas e as próprias incertezas.

Perceba, que com este artigo, é possível perceber o papel do Líder Educador que tanto ensina quanto aprende na medida que permite que as pessoas se expressem, mostrem suas dificuldades, apontem problemas e soluções e tantas outras reflexões e ações no espaço de aprender.

Neste espaço estimulado pela liderança, é possível ver o seu liderado como essência do processo, pois a aprendizagem é um fenômeno individual, ninguém aprende por outro e nem se força o aprendizado, pois a motivação é condição imprescindível. Sendo assim, o líder capaz de gerar estímulos, despertando atenção, interesse e orientando esforços para um ambiente harmônico e colaborativo, estará favorecendo para uma equipe tecnicamente mais capaz e mobilização para comportamentos cada vez mais produtivos.

 

Posso destacar, dentre estas práticas de Líder Educador:

– Motivação: Favoreça um ambiente em que as pessoas tenha um motivo para agir, como por exemplo a própria necessidade de continuar se desenvolvendo, pois o estado de carência – necessidade, predispõem a vontade de agir em determinado sentido em busca da satisfação.

– Aplicabilidade: Não é possível construir um ambiente que estimule o aprender sem que os liderados percebam que o esforço levará para a resolução de um problema, ou para a prática de algo real e concreto. Quando percebido o significado é possível maior interesse porque enxergam que a dedicação leva diretamente ao seu objetivo.

 

Perceba que o líder só é líder quando exerce sua função de educador. Como seria esta função na prática?

Quando os liderados são levados a aprender melhor: 

  • Quando são levados a participar integramente das soluções do problemas com autonomia para resolver.
  • Quando percebem a participação direta da liderança no processo de ensino-aprendizado.
  • Quando o conteúdo é ajustado a sua capacidade e possibilidades reais em aprender e aplicar.
  • Quando sua própria experiência é associada ao conteúdo a ser aprendido.
  • Quando é verdadeiramente levado a aplicar o que aprendeu.
  • Quando tem oportunidade de comprovar a validade de seus aprendizados adquiridos.
  • Quando a própria liderança procura aplicar técnicas e ferramentas aprendidas, não “engavetando” conhecimentos.
  • Quando o líder promove o espírito de equipe, desencorajando rivalidades que inviabilizam o compartilhar de conhecimentos.

São tantos os mágicos caminhos do líder que quer aprender a aprender para aprender a ensinar, dentre eles, quero concluir com: Aprenda a mudar seus próprios comportamentos, para que sejam mais assertivos como líder educador ou simplesmente como ser humano. Assim sendo, com o autodesenvolvimento o líder terá mais condições de promover as características básicas:

1 – Ser perceptivo: identificar as necessidades e encontrar formas para antecipar-se aos conhecimentos que precisam ser gerados na equipe.

2 – Ser flexível: encontrar novas maneiras que levem as pessoas e a organização para um outro nível. 

3 – Ser participativo: assumir pessoalmente a responsabilidade em buscar a cooperação e engajamento de todos para uma postura mais aberta ao novo.

4 – Ser Inovador: estar permanentemente aberto à criatividade, em resposta as demandas e não ser reativo em deixar para trás o que não funciona mais.

Venerável Beda resume bem este artigo – “Três são os infelizes na lei: quem sabe e não ensina, quem ensina e não faz, quem faz, mas não entende”, e eu acrescento: quem entende, mas não muda.

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