No país dos excessos onde um presidente acredita que preside, um governo finge governar e um Congresso que legisla mais em causa própria e menos para a classe produtiva é difícil crer que a era do “faz de conta” será superada. Mas é inacreditável que a falsidade de um ex-governador fulcrada na simulação de seu inexistente arrependimento pudesse levá-lo a atribuir seus “erros” à vaidade. Temos motivação para manifestarmos nosso eterno repúdio à maioria dos políticos sórdidos. Inobstante o conjunto de mazelas, ainda há um grupo que busca nas liberdades democráticas o respeito mútuo entre os partidos e a necessária melhoria da condição de vida do conjunto da população. Contudo, deverão estes incrédulos enfrentarem as grandes questões nacionais na busca do verdadeiro caminho dos desenvolvimentos: econômico, cultural e social, tornando o Brasil auto -sustentável. Mas vivera a Nação um momento nunca vivenciado: o tema referente ao controle de preços sempre danoso a qualquer economia, na medida em que o País desde o Plano cruzado revelara que não se contém inflação com controle de preços, o qual afronta as relações econômicas, gerando o desabastecimento. Por isso, as medidas discutidas, adotadas, revogadas só serviram para revelar que ainda estamos bem distantes do elementar preparo para analisar e superar o momento vivido onde todos se afastaram da realidade do mercado e do convívio com uma economia capitalista. Basta de devaneios e de amadorismos.
Hoje há um crescente clima de descrédito nas instituições oriundo da desconfiança, o que afasta os investidores e dificulta a retomada do crescimento econômico: além de gerar um “péssimo prelúdio para as eleições de outubro”. O respeito múltiplo e a confiança são indispensáveis à restauração da credibilidade sem o que não teremos o dever cumprido.

A classe produtiva fora outra vez a vítima desse cenário horrível onde os culpados não padeceram de seus pecados porque lhes falta vergonha na cara. E assim caminha a Nação sem gestão e sem autoridade, mas com uma população dividida, desinteressada e ciente de que os governantes não lidam com a realidade.

Destarte, nunca o voto consciente fora tão necessário, não se podendo esquecer que votar é um direito que deve ser exercido com responsabilidade. A expressão “votar” surgira na Grécia clássica em 508 A. C. onde os atenienses criaram a “eleição negativa”, ou seja, quem não atingisse o número mínimo ia para o exílio, já sabendo também quantos desejavam vê-lo pelas costas. Aqui são muitos ou quase todos.

*é ex-conselheiro federal da OAB/AM nos triênios 2001/2003 e 2007/2009 – [email protected]

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