Uma das coisas que mais se tem ouvido nos últimos tempos, é o refrão de que a pandemia tem muito a ensinar, que o período de sofrimento geralmente acaba por deixar lições para as pessoas e até mesmo para a sociedade como um todo. Logicamente os fatos estão aí mostrando que a sabedoria popular tem sua força e sua intensidade, quando vemos famílias se recompondo, atitudes sociais se reestruturando e mesmo pessoas repensando suas metas de vida.

Temos as mais diversas situações, com perdas de empregos onde o cidadão precisa enfrentar o mundo e correr atrás de opções que nem sempre está preparado, ou mesmo enfrentamento de doenças como o Covid-19 que trouxe sofrimentos que levaram até mesmo à morte de entes queridos. Todas estas situações foram oportunidades para que as pessoas fizessem uma reflexão a respeito do quanto a vida é frágil, fútil e curta, devendo ser mais respeitada.

Vemos a quantidade de brasileiros que não respeitam as normas de distanciamento social, ou de saneamento como o uso das máscaras, atitudes tão simples e tão fáceis de se cumprir, porém com um alcance tão forte e grande na preservação da vida. Nos perguntamos qual o valor que estas pessoas dão à suas vidas, ou mesmo às vidas de seus familiares? Não existe resposta para esta irresponsabilidade social que tem sido uma marca no comportamento de nosso povo durante este período tão duro e tão penoso que tem sido esta pandemia, que não acabou, porém políticos e mesmo cidadãos insistem em querer minimizar.

O Brasil poderia ter se livrado de uma boa parcela de todos estes resultados nefastos que insistentemente são mostrados ao povo diariamente. No entanto no início do ano, os líderes políticos, que deveriam defender a integridade do povo não foram capazes de renunciar às vantagens econômicas e simplesmente CANCELAR O CARNAVAL. Com certeza absoluta, sem o carnaval os números desta pandemia no nosso país seriam completamente diferentes.

Os problemas não atingem apenas o continente sul americano e seu povo cheio de complicações sociais e econômicas; a Europa acaba de passar por uma verdadeira prova de fogo no fechamento do acordo que resolveu a situação de financiamento das dívidas dos países mais afetados pela pandemia. Em primeiro lugar a divisão entre os países do norte da Europa que não queriam bancar o rombo causado pelas atitudes erradas dos países do sul, que já vinham de dívidas bastante significativas no pré-pandemia.

Piorando a situação a divisão Leste-Oeste com suas posições de direita e esquerda, com governos altamente egocêntricos onde somente o próprio umbigo interessa, também gerou impasse inicial para a sobrevivência do Bloco que chegou a ter sua continuidade ameaçada. Finalmente depois de 05 (CINCO) DIAS de negociação intensa, um acordo bilionário foi fechado com a Alemanha e Holanda bancando parte da bronca e defendendo o buraco que a Itália e a França estão precisando fechar para poder fazer suas economias se manterem.

A pandemia levou á União Europeia uma lição de economia, mostrando que oferta e demanda ainda são elementos que não podem ser esquecidos no dia-a-dia da produção mundial. Também o fator externalidade, estudado no primeiro semestre do curso de economia, onde fatores inesperados e fora de controle podem acontecer, precisam ter na capacidade dos dirigentes a forma de levar avante qualquer país. Não se pode resolver tudo apenas politicamente como alguns governantes europeus adoram fazer, como é o caso do presidente francês.

A política é um fator importante e deve ser praticada de forma sábia, porem a economia precisa ser praticada de maneira científica e correta sob pena de levar todo um país ou mesmo um Bloco Econômico para o buraco. Nosso país também precisa aprender estas lições com esta pandemia e com as duas décadas de tentativa de mudança de falso regime. Se o sistema não aprendeu, o povo precisa mostrar que pelo menos QUER APRENDER O CAMINHO DA RAZÃO.

*Origenes Martins Jr é professor, economista, mestre em engenharia da produção, consultor econômico da empresa Sinérgio

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