Liberman defende juiz Zamith e critica lei municipal e a saúde

O deputado Liberman Moreno (PHS) defendeu ontem, da tribuna da Assembléia Legislativa, a conduta do juiz Carlos Zamith, responsável pela soltura de Arthur Gomes Peres Junior, o “Kuka”, em maio do ano passado, preso por suspeita de estupro. O elemento foi preso novamente na manhã de terça-feira, sob a acusação de estuprar duas mulheres e uma adolescente de 14 anos, num consultório odontológico.
“Não tenho procuração do juiz, mas venho à tribuna em defesa de Carlos Zamith, porque, em primeiro plano, as pessoas imaginam que aquele magistrado teria cometido um erro”, explicou o deputado, justificando que naquele momento em que o juiz cometeu a soltura do individuo, que estava preso na delegacia, embora constatada uma série de crimes praticados, o criminoso estava preso de maneira irregular. “O juiz é probo, de família honrada e tem se pautado, no seu comportamento, na sua profissão, com absoluto cuidado e lisura”, argumentou.
Liberman disse que ouviu a entrevista em uma emissora de rádio local, onde o juiz explicava que naquele momento em que fora praticado o ato (2006), o elemento preso em 2007, só poderia ser preso mediante condenação judicial e ou em flagrante, e ele foi preso sem nenhuma das duas situações. Segundo Liberman, o que o juiz fez foi mandar soltar o preso porque os advogados, no pedido de soltura, explicavam que a prisão era irregular.
“Faltava o delegado solicitar a prisão preventiva, o que não foi feito”, disse ele, afirmando que Zamith reconheceu em seu blog, que poderia ter ouvido mais a vítima. “Mas não é por isso que vamos fazer juízo errado de um homem que tem uma carreira a zelar. Não tenho procuração do Zamith, o conheço e sei que age com rigor, sempre”, disse

Educação e lei municipal

O deputado também criticou o projeto de lei nº 1.277, que estabelece medidas de prevenção à violência contra educadores da rede de ensino fundamental de Manaus, sancionado pelo prefeito Serafim Corrêa (PSB). A lei, publicada no Diário Oficial do Município, prevê proteção sistemática ao professor ameaçado e o afastamento cautelar do educador em situação de risco de violência, enquanto perdurar a ameaça, sem qualquer perda financeira.
Liberman disse que estranhou o fato da aprovação da lei, quando o subsecretário de Educação, Gabriel Albuquerque, diz que não há registros de ameaça que causem riscos à integridade física dos professores. “Todos sabemos dos noticiários dos últimos meses, da preocupação da segurança nas escolas, e em especial, dos professores ameaçados. Mas uma coisa não dá pra entender. O subsecretário não tem registro de ameaça. Se não há registro de ameaça e insegurança por que esta lei?”, questiona.
Para o deputado, uma lei deve ser orientada por fatos registrados. “Ou o pessoal da prefeitura editou para solucionar ou amenizar um problema que não conhece. Na minha opinião é um absurdo. A lei vem para corrigir. Qual a justificativa para a lei?”, pergunta Liberman Moreno.

Adiamento de cirurgias

Moreno aproveitou para denunciar o atendimento registrado no Hospital Adriano Jorge (no bairro da Cachoeirinha). Segundo ele, repetidamente, o hospital vem marcando e adiando cirurgias para 60, 90 e 120 dias. “Se a pessoa precisa de atendimento de urgência, vai morrer”, disse.
De acordo com ele, as pessoas vêm reclamando que não há material necessário para o funcionamento do hospital. Ele fez, inclusive, um apelo ao presidente da Comissão de Saúde da Casa, deputado Nelson Azedo (PMDB), para que fiscalize não só o hospital, mas os prontos-socorros, que não têm condições de atuar com essa finalidade.

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