Lenha vai ser substituída por queima de ouriço

O GT (grupo de trabalho) do Pólo Cerâmico de Iranduba (a 22 quilômetros da capital) reuniu na tarde desta terça-feira, dia 2, na SDS (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável)

O GT (grupo de trabalho) do Pólo Cerâmico de Iranduba (a 22 quilômetros da capital) reuniu na tarde desta terça-feira, dia 2, na SDS (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Dentre as ações de curto prazo definidas para suprir a necessidade dos ceramistas do município, o GT aprovou a idéia da utilização do ouriço vazio de castanha para dinamizar a produção de lenha para tijolos e outras cerâmicas que abastecem o mercado local.
“O GT trabalha no sentido de ordenar o setor cerâmico no município. Enquanto cuidamos da regularização fundiária das terras e licenciamento ambiental junto ao Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas), buscamos alternativas legais para manter os trabalhadores desenvolvendo suas atividades. É de interesse do governo do Amazonas que a situação se resolva o mais rápido possível, mas tudo dentro da lei”, declara Nádia Ferreira, secretária da SDS.
A alternativa de utilizar o ouriço de castanha na produção da cerâmica teve aprovação geral dos presentes. E, de acordo com Nelinton Marques, presidente do Ipaam, a utilização do ouriço não representa uma atividade ilegal. “O ouriço da castanha é subproduto florestal, passivo a não emissão de nota fiscal”, explica o presidente.
De acordo com os ceramistas e carpinteiros, o ouriço da castanha tem alto poder calorífico, e deverá suprir temporariamente a madeira utilizada para queimar na produção da cerâmica. “Com essa alternativa, vamos manter a produção atual de cerâmica. Hoje, cerca de 30% da nossa atividade está paralisada”, declarou Frank Lima, presidente da Associação de moradores de Iranduba. A previsão para a chegada do ouriço que irá surprir a necessidade dos ceramistas é dia 25 de dezembro. O produto será transportado do município de Barcelos.

Chama Verde

O GT do Pólo Ceramista durante aquela reunião foi batizado de GT “Chama Verde”, uma alusão dos próprios ceramistas em mostrar que estão interessados em, definitivamente, desenvolver atividades dentro da cadeia produtiva oleira de forma sustentável, principalmente no que diz respeito a origem da lenha utilizada na fabricação de tijolos e outras cerâmicas.
Estiveram reunidos na sede da SDS a secretária Nádia Ferreira; o presidente do Ipaam, Neliton Marques; o secretário da SegeoRH, Daniel Nava; o deputado estadual Sinésio Campos; o prefeito de Iranduba Nonato Lopes; representantes do Idam, Incra, Iteam, além de ceramistas e proprietários de serrarias de Iranduba.
O GT tornou a se reunir nesta quarta-feira, às 16h, na sede da Fieam (Federação das Indústrias do Amazonas).

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