Leilão do rio Madeira garante energia para o crescimento brasileiro

Com um deságio de 35% sobre o preço-teto de R$ 122 por megawatt/hora (MWh), o governo federal licitou na segunda-feira a usina hidrelétrica Santo Antônio (3.150 MW), a primeira das duas usinas que compõem o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, em Rondônia. Santo Antônio é a terceira maior hidrelétrica prevista no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), atrás de Jirau (3.300 MW) e Belo Monte (5.681 MW).“Esse leilão marca a retomada da participação de grandes projetos hidrelétricos na expansão do setor elétrico, o que reforça a vocação brasileira na geração de energia limpa, renovável e de menor custo para o consumidor brasileiro”, avaliou o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner.

Promovido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o leilão teve como vencedor o Consórcio Madeira Energia, formado pelas empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig, Furnas e por um fundo de investimentos composto pelos bancos Banif e Santander. A proposta vencedora foi de R$ 78,90 por MWh.

Como 70% da energia será para atender o ACR (Ambiente de Contratação Regulada), foi aplicado o mecanismo redutor previsto no leilão, que resultou no preço final de R$ 78,87 por MWh.

A previsão é de que as primeiras turbinas da usina Santo Antônio entrem em operação em dezembro de 2012. Os CCEAR (Contratos de Comercialização no Ambiente Regulado) tem duração de 30 anos e representarão, no mínimo, 70% da energia gerada pela usina. O restante será comercializado no ACL (Ambiente de Contratação Livre).

A licitação da primeira usina do rio Madeira é mais uma garantia de que o Brasil se manterá como referência mundial na geração de energia limpa e renovável.

O país tem hoje a matriz energética mais limpa e renovável do mundo. Enquanto a média mundial de participação das fontes renováveis na produção interna de energia é de 14%, no Brasil, o percentual é de 44%.

Na área de geração de energia elétrica, a participação das fontes renováveis é ainda mais expressiva. Quase 90% da eletricidade gerada no Brasil têm origem em fontes não-fósseis, como hídrica, eólica e biomassa. A energia de origem hidráulica –vocação natural do Brasil.

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