Leilão de Ovinos e Caprinos movimenta R$ 160 mil em negócios, na Expoagro

Os negócios gerados no 2º Leilão Amazonas de Ovinos e Caprinos da 36ª Expoagro gerou R$ 160 mil. O evento foi realizado na noite de domingo, 20, com participação de criadores e investidores do Amazonas, além de dez Estados brasileiros presentes na feira, ou dando lances pelo telefone. Ao todo, 30 lotes de animais das raças Santa Inês e Dopper (80 animais distribuídos nos pacotes), e outros cinco de sêmen de grandes reprodutores foram comercializados em pouco mais de três horas.
Para o criador de Autazes (a 118 km de Manaus), Joaquim Viana, o leilão representa uma oportunidade única para melhorar geneticamente seus animais. Viana, que veio à Manaus apenas para participar do evento, arrematou três animais em um total de R$ 7.000 investidos. “Temos uma grande demanda por produtos, por isso é importante melhorar o rebanho porque esse dinheiro tem retorno certo em pouco tempo”, avaliou o proprietário, que costuma freqüentar leilões em outros Estados. “O Amazonas não tem mais nada a dever em termos de qualidade e variedade de ovinos e caprinos para outros grandes centros de produção do país”, opinou.

Acocam finaliza projeto de abatedouro

Demilço Vivian, o “Alemão”, proprietário da Estância Brecha, empresa promotora do leilão, destacou que o Estado tem se tornado referência na produção de ovinos e caprinos. “O gosto dos consumidores está mudando e nos obriga, como criadores, a oferecer produtos de melhor qualidade”, explicou, apontando como principal problema para a expansão da produção a falta de um abatedouro exclusivamente voltado para o beneficiamento dos animais.
De acordo com o presidente da Acocam (Associação de Criadores de Ovinos e Caprinos do Amazonas), a entidade, juntamente a técnicos e engenheiros da Sepror (Secretaria Estadual de Produção Rural), já está finalizando o projeto do abatedouro.
A unidade deve ser concluída, ainda este ano, no Instituto Agrícola Rainha dos Apóstolos, no quilômetro 23 da BR 174, e terá capacidade apara abater cem animais por dia, em um investimento de R$ 600 mil.
Além de suprir a demanda –segundo dados da associação, em 2008 apenas 80 mil animais dos 200 mil consumidos no Amazonas foram criados e beneficiados no Estado–, o abatedouro vai desempenhar um papel didático para os estudantes e universitários da área. “É uma obra que vai beneficiar alunos, criadores, a economia do Estado e principalmente os consumidores, que vão ter acesso a produtos de maior qualidade por um preço menor”, encerrou.

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