15 de abril de 2021

Legado do general Miotto, um defensor da Amazônia

Morreu no anoitecer de quarta-feira, 19, o general de Exército, Geraldo Antonio Miotto, 65, comandante do CMA (Comando Militar da Amazônia) entre os anos de 2016 e 2018. Miotto era um apaixonado pela Amazônia e foi amigo particular de Guilherme Aluízio, presidente in memoriam do Jornal do Commercio, falecido em 2019.

Miotto saiu do comando do CMA para ficar à frente do Comando Militar do Sul, onde atuou até 2020. No mês de abril passado ele entrou para a reserva do Exército.

O general estava internado, com covid, desde o dia 1º de dezembro no CTI do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Seu corpo foi velado na manhã de ontem, 20, na igreja matriz de São Marcos, e enterrado às 14h.

O cavalo ‘Outubro do Rincão’, o último a ser montado pelo general antes de ir para a reserva, cavalgou à frente do cortejo fúnebre, que seguiu a pé até o cemitério de São Marcos onde a banda do Exército tocou ‘Gritos de Liberdade’, uma das músicas preferidas de Miotto.  

Cavalo ‘Outubro do Rincão’ cavalgou à frente do cortejo fúnebre do general

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, chegou à cidade de Caxias do Sul, de onde, de carro, pouco antes das 14h, seguiu para São Marcos.

Miotto nasceu em 20 de março de 1955, na cidade de São Marcos/RS, e ingressou no Exército, em 1972. Era casado com Lola com quem teve um casal de filhos, Rebeca e Armando, e avô de três netos, o terceiro ainda por nascer.

Ainda na noite de quarta-feira, o comando do CMA, tendo à frente agora o general de Exército César Augusto Nardi de Souza, publicou uma nota de pesar onde destacava Miotto como ‘seu eterno comandante’, e agradecia sua dedicação e o trabalho prestado à Amazônia, ao Exército Brasileiro e ao Brasil.

Também em nota, o governador Wilson Lima destacou “a dedicação e o trabalho prestado pelo general ao País, em especial à Amazônia, quando, à frente do CMA, comandou ações militares e de cooperação para ampliar serviços prestados à população da região, principalmente na área da saúde”. 

Operação Ágata 11

O general Miotto assumiu o comando do CMA no dia 15 de abril de 2016, em substituição ao general de Exército Guilherme Theophilo Gaspar de Oliveira.

Um ano depois, em abril de 2017, recebeu o título de Cidadão do Amazonas, outorgado pela Assembleia Legislativa do Amazonas, e em julho, a Medalha da Ordem do Mérito Judiciário, a mais alta honraria dada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.

Entre as principais ações de Miotto à frente do CMA destaca-se a ‘Operação Ágata 11’, realizada em março de 2018. A Operação reuniu Exército, Marinha e Aeronáutica e sua última edição havia acontecido em 2015. O principal objetivo da ‘Operação Ágata’ foi a proteção das fronteiras amazônicas do narcotráfico, tráfico de pessoas e garantir o desenvolvimento social das populações dessas áreas. Atuaram nas ações, 4.781 militares das Forças Armadas, e aproximadamente, 35 agências governamentais e órgãos públicos, marcando presença nos municípios de Manacapuru, Itacoatiara, Novo Airão, Tefé, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, e Coari, no Amazonas, além das capitais Boa Vista e Porto Velho.

“Um dos grandes ganhos da ‘Operação Ágata’ é a criação desse ambiente de cooperação e esse ambiente nasce do conhecimento, entre as pessoas e entre as instituições. Quanto maior o conhecimento, maior a cooperação e quanto maior a cooperação, maior a capacidade de enfrentar os ilícitos pela frente”, falou Miotto na época.

Ainda fazendo parte da Ágata, as Forças Armadas protegeram a Tocha Olímpica, que esteve em Manaus naquele período, quando o símbolo maior das Olimpíadas circulou pela Arena da Amazônia e pelo Cigs (Centro Integrado de Guerra na Selva).

No dia 25 de agosto daquele ano, Dia do Soldado, o CMA realizou a formatura de novos soldados e promoveu a entrega de ‘Medalhas do Pacificador’ para pessoas (militares e civis) e instituições que contribuíram para elevar o prestígio do Exército Brasileiro. Entre os civis agraciados com a honraria, Guilherme Aluízio, pelo apoio que sempre o Jornal do Commercio deu às Forças Armadas, na Amazônia.

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