Lazer e prazer no Complexo Selva Amazônica

Desde a década de 1970 a Janauarilândia se tornou um local turístico bastante conhecido dos manauaras. Pertencente às empresas Selvatur e Hotel Amazonas, o espaço era constituído por um hotel flutuante situado no lago Janauari. Há muito o hotel não existe mais, agora substituído pelo Complexo Selva Amazônica, que reúne um restaurante, com capacidade para 500 lugares sentados, uma loja de artesanatos e recentemente uma pousada foi inaugurada.

O Complexo começou a ser construído há 25 anos por Paulo Roberto da Silva, ex-funcionário da Selvatur.

“Comecei a trabalhar na Selvatur, em 1980, como barman, atuando nas várias embarcações que a empresa possuía. Trabalhei lá até 1990. Em 1994 vim aqui para o lago e, junto com minha esposa Alcineide Maciel, montamos o restaurante flutuante Rainha da Selva. Convidei alguns amigos da área do turismo para virem conhecer o restaurante e desde então não mais pararam de chegar clientes”, lembrou Paulo.

Em 2012, com os três filhos Jefferson, Janderson e Guilherme, o casal Paulo e Alcineide começou a construir o atual Complexo Selva Amazônica.

Família Silva continua trabalhando no Complexo Selva Amazônica

Com pouco dinheiro e muito trabalho, a família Silva conseguiu criar uma estrutura que não deixa nada a desejar aos bons tempos do hotel da Janauarilândia.

Pertencente à Agência de Turismo Selvatur, do empresário Vasco Vasques, segundo proprietário do Hotel Amazonas, o hotel da Janauarilândia era constituído de apartamentos luxuosos, restaurante com culinária regional e piscina.

Os três filhos

A viagem até o Complexo Selva Amazônica dura em torno de 30 minutos, partindo do porto da Manaus Moderna. No caminho, o encontro das águas, cujo roteiro foi o primeiro idealizado por Vasco Vasques, a partir de 1963, através da Selvatur, a primeira agência de turismo do Amazonas. O passeio se tornou icônico desde então.

A viagem até o Complexo Selva Amazônica dura em torno de 30 minutos, partindo do porto da Manaus Moderna

Quando Vascos Vasques mandou construir o hotel no lago Janauari, foi exatamente pensando em explorar as belezas naturais da região, onde lagos menores são repletos de vitórias régias e árvores gigantescas, como a sumaúma, extasiam os visitantes. No auge do turismo de compras, em Manaus, durante a década de 1970, e principalmente na década seguinte, o Hotel Amazonas vivia permanentemente lotado e as viagens para a Janauarilândia eram diárias. Com o fim deste tipo de turismo, a partir de 1990, os dois hotéis foram ficando vazios até cerrarem suas portas em definitivo. Assim como o Hotel Ariaú Tower, o hotel da Janauarilândia, este construído sobre toras de assacu, desapareceu de sobre as águas. Mas os turistas não.

E um dos principais responsáveis por manter o turismo em evidência no lago Janauari foi Paulo Roberto, que agora passou o bastão para as mãos dos três filhos.

“Hoje meu pai apenas supervisiona. Minha mãe, desde o começo, continua sendo a responsável pela cozinha, e todos os demais trabalhos são feitos por mim e meus irmãos”, falou Guilherme, o mais novo dos três Silva.

Paz de espírito

Diariamente, as várias agências de Manaus levam grupos de turistas ao Complexo, mas os irmãos criaram a própria agência, além de sempre idealizarem novas atividades para os visitantes. A viagem começa no porto da Manaus Moderna, segue pelo rio Negro, atravessa o encontro das águas até chegar ao lago.       

O Complexo está inserido no Parque Ecológico do Lago Janauari, que integra a APA (Área de Proteção Ambiental) Encontro das Águas e possui uma área de nove mil hectares de matas de terra firme, várzea e igapó.

Estão incluídos no passeio: caminhadas sobre pontes de madeira na área de trás do Complexo, remadas em SUP e caiaque, banho nas águas do lago, ou de chuveiro, pesca de caniço e passeios de canoa. Um tour mais completo inclui pesca de pirarucu, visita a tribos indígenas que habitam na região, focagem de jacarés e pesca de piranhas.

“Com a reabertura, após o isolamento social, inauguramos a pousada, com dez suítes e todo o conforto que o cliente vai encontrar na sua própria casa”, afirmou Guilherme.

As suítes são todas com frente para o lago e varanda com espaço para atar rede. Como todo o Complexo é construído sobre toras de assacu, à noite, quando tudo silencia na região, pode-se relaxar ao balanço tranquilo dos banzeiros das águas do Janauari.

Para quem aprecia a culinária cabocla, o cardápio é rico de saladas, verduras e frutas, carne, frango e peixes, além de sucos naturais, tudo com um toque de Alcineide.

“Queremos que o visitante saia daqui com seu estado de espírito bem melhor do que quando chegou, e que volte muitas outras vezes”, concluiu Guilherme.

Quem quiser conhecer o local e desfrutar de seus prazeres, pode solicitar outras informações pelo: 9 9442-5717.

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