Lavadoras devem puxar alta

As vendas de eletrodomésticos da linha branca devem registrar um crescimento de 5% a 10% neste ano com relação a 2012, de acordo com estimativa divulgada ontem pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula.
A divulgação ocorreu na abertura da Eletrolar Show 2013, a 8ª edição da feira de negócios para a indústria e o varejo de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que ocorre até quinta-feira (18) em São Paulo.
O crescimento deve ser puxado principalmente pelas lavadoras automáticas, que têm menor penetração nos lares brasileiros, de 52%, disse. Tanto refrigeradores quanto fogões estão em quase 100% dos lares, afirmou.
No primeiro semestre deste ano, a indústria vendeu ao varejo 2,8 milhões de lavadoras no país, um crescimento de 15% sobre o mesmo período do ano passado, quando foram 2,4 milhões.
As vendas de refrigeradores e fogões, porém, recuaram 6% e 5%, respectivamente, no período, para 3,3 milhões e 3 milhões, na mesma ordem.

TVs

Com relação a venda de televisores, foi registrada uma alta de 7% no primeiro trimestre deste ano, para 6,1 milhões. Já com o impacto da Copa de 2014, a expectativa é fechar este ano com a venda de aproximadamente 15 milhões de unidades, afirmou Kiçula. A alta deverá ser de aproximadamente 10% sobre 2012, quando foram vendidas 13,8 milhões (queda de 2% sobre 2011) de TVs no Brasil.
As smart TVs (televisores inteligentes) têm cada vez maior participação nas vendas, disse, de 65%. A previsão é que elas representem 9 milhões das 15 milhões de unidades a serem vendidas neste ano, um crescimento de 60% sobre as 3,9 milhões de smart TVs vendidas no ano passado. Dessas 15 milhões, ainda, 14,5 milhões devem ser de tela fina.
Segundo o presidente da entidade, tanto a redução do IPI para a linha branca quanto o Programa Minha Casa Melhor do governo federal estimulam o crescimento do setor. “O Minha Casa Melhor é uma boa notícia para o consumidor que não tinha condições de posse de eletrodomésticos e agora poderá ter linha de eletrodomésticos em casa”, disse, acrescentando, contudo, que o programa ainda é insipiente para a avaliação de seu exato impacto no setor.
Segundo Carlos Clur, diretor do grupo Eletrolar, organizador da feira, para o aumento das vendas, as fabricantes apostam em lançamentos e novas tecnologias, com produtos que despertem o desejo e busquem atender a necessidade do consumidor.
O evento deste ano conta com mais de 1 mil marcas e 10 mil produtos. A expectativa é reunir mais de 23 mil visitantes, o maior evento de bens duráveis da América Latina, diz a organização.

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