3 de dezembro de 2021

Latam inaugura voo não tripulado entre Manaus e São Paulo

A Latam sai na frente e integra um novo modelo de aeronave na frota do País, o Boeing 787 Dreamliner. Com isso, a companhia será a primeira aérea do Brasil a operar este avião no território nacional após término do processo de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O primeiro voo não tripulado de certificação está previsto para 27 de setembro de 2021 em rota doméstica de São Paulo/Guarulhos para Manaus. As operações comerciais do modelo começam em dezembro. O primeiro voo internacional está programado para dezembro com o Boeing 787 com passageiros na rota São Paulo/Guarulhos-Madri, respeitando a abertura das fronteiras com o avanço da vacinação contra a covid-19.

Ao todo, serão quatro aeronaves provenientes da frota do Grupo Latam no Chile destinadas às operações no Brasil, sendo que a primeira já se encontra em Guarulhos, onde aguarda a finalização dos trâmites para a nacionalização do modelo – hoje com matrícula chilena – de acordo com regulamentação da Anac.

O Boeing 787 Dreamliner pode viajar mais quilômetros sem interrupção conservando a mesma eficiência ambiental que o 787-8. Além do mais, consome até 20% menos de combustível que outros aviões similares e reduz em até 20% as emissões de CO2 e o impacto ambiental. As janelas das modernas aeronaves têm até 40% mais de superfície, os bagageiros são 30% maiores, tem iluminação LED e novas técnicas de umidificação. Além de comportar 313 passageiros, sendo 283 na Economy e 30 na Premium Business, 27% mais que o 787-8.

“A decisão de colocar em operação no Brasil um modelo que já era utilizado pelo grupo vem para gerar mais eficiência para as operações internacionais, que terão agora uma única frota, a da família Boeing, com os 767, 777 e 787. Isso vai deixar a companhia mais competitiva para a volta desse mercado”, explica o CEO da aérea no Brasil, Jerome Cadier.

Segundo Cadier, a eficiência deve resultar no aproveitamento de pessoal, em 50% de redução no custo de treinamentos recorrentes de pilotos e comissários e também com as tripulações de backup, em comparação com modelos que exigem habilitação diferente. Com uma frota única de wide-bodies da Boeing, a aérea poderá aproveitar 200 tripulantes técnicos e 900 de cabine do Boeing 777 para operar o 787 Dreamliner. 

“O movimento também está atrelado à melhoria operacional para contingências, em caso de troca de aeronaves, por exemplo, e também nos índices operacionais da empresa, como o OTP (on-time performance)”, complementa o diretor de Operações da Latam brasileira, Harley Meneses.

Governo quer brasileiro voando mais

O governo investiu recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil para estimular a aviação regional e eliminar o gargalo do preço dos combustíveis para alavancar o setor – Foto: Divulgação

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, animou o setor turístico anunciando que o governo federal investirá fortemente em melhorias das instalações aeroportuárias a cargo do Poder Público com o propósito de reduzir os custos da aviação civil e possibilitar que mais brasileiros possam viajar de avião. As ações do governo Bolsonaro vão contribuir na atração de novas empresas aéreas e ampliar a oferta de assentos, ocasionando a queda dos preços das passagens.

“Além de diminuir o fardo regulatório do setor, estamos investindo recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil para estimular a aviação regional, com aeroportos de menor capacidade alimentando os aeroportos maiores. E estamos tentando eliminar o [problema do] preço dos combustíveis combatendo a concentração de mercado – principalmente nos aeroportos com infraestrutura de tancagem. A meta é melhorar a infraestrutura aeroportuária nacional, diminuir carga regulatória e também os preços dos combustíveis”, declara o ministro, garantindo que o governo vem atuando nas três frentes e que, em breve a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) submeterá à Consulta Pública os editais relativos ao processo de concessão dos aeroportos incluídos na sétima rodada.

“Vamos soltar a consulta pública da sétima rodada de concessões de aeroportos, que vai contemplar três blocos: o bloco Norte, com os aeroportos de Belém e Macapá; o bloco que contemplará outros aeroportos do Pará, Mato Grosso do Sul e Congonhas (SP) e um terceiro bloco, com aeroportos de Minas Gerais e o Santos Dumont no Rio”, disse Freitas, acrescentando que vai levar a leilão, no primeiro semestre de 2022, 16 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) aguarda que novas medidas  simplifiquem as regras do setor. “A agenda do governo federal é bastante convergente com a agenda do setor aéreo, uma vez que nossa prioridade é com o alinhamento regulatório nacional ao internacional, impactando na redução de custos e maior competitividade”, comentou Eduardo Sanovicz, presidente da entidade, destacando que medidas de apoio foram determinantes para que as empresas superassem a crise decorrente da pandemia da covid-19.

O compromisso do MInfra com a agenda foi reafirmado recentemente, com a criação do Programa Voo Simples – iniciativa federal para desburocratizar a aviação civil. Agora, o setor aguarda com muita expectativa a publicação da MP que simplifica e desburocratiza o Código Brasileiro de Aeronáutica e outras legislações que regulamentam a operação das companhias aéreas. Essa revisão regulatória será fundamental para dinamizar o setor no pós-pandemia.

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