Laboratórios e tecnologias ao alcance de todos

Transferir e compartilhar o conhecimento e a tecnologia adquiridos com a comunidade tem sido a função de diversos laboratórios e centros de pesquisas que apostam na abertura para a captação de novos talentos, produção de conteúdo e oportunidade de novos negócios. Embalados pela vocação da capital amazonense a tudo que envolve inovação tecnológica – herança do PIM (Polo Industrial de Manaus). Ocean, INDT, Iatecam, Fucapi e laboratórios das universidades Federal e Estadual promovem essa integração disponibilizando a expertise do capital intelectual e equipamentos de ponta para uma ponte entre a academia e a sociedade.
O Centro de Treinamento Samsung Ocean parceria entre a multinacional e a UEA (Universidade do Estado do Amazonas), por exemplo, capacita universitários, desenvolvedores e aspirantes para a criação de soluções móveis e em 2015, formou a primeira turma do Curso de Desenvolvimento de Jogos Digitais. O Ocean oferece aos alunos laboratórios de ponta no ambiente tecnológico Samsung, os primeiros do tipo fora da sede da empresa, na Coreia do Sul. No total, com sessões de treinamento, capacitação e orientação profissional, mais de nove mil estudantes universitários, desenvolvedores e empreendedores ganharam e trocaram experiências em Manaus e São Paulo no primeiro ano do Ocean (2014).
Despertar nos jovens o interesse pela área de desenvolvimento de games é o objetivo do curso de Jogos Eletrônicos iniciados em fevereiro, conta o coordenador do Centro, Antenor Filho. “Este é um segmento bastante promissor em Manaus, e é preciso incentivar desde cedo a formação de novos profissionais”, resume. O curso gratuito é direcionado a jovens entre 12 e 15 anos e ofereceu treinamento para todas as fases do desenvolvimento de games (a criação, pintura digital, criação de personagem em 2D, textura, animação e programação).

Aberto ao mercado

Depois de estar vinculado à Nokia, como seu instituto de pesquisa, e mais recentemente à Microsoft, o INDT (Instituto de Desenvolvimento tecnológico) agora independente, abre seus laboratórios a novas empresas. O Instituto implementou uma política de expansão, com a conquista de uma carteira de clientes externos para contribuir na sustentabilidade da Organização e na consolidação do Instituto como referência em P&D em Tecnologias Móveis.
Essa estratégia foi colocada em prática com a criação da Área de Negócios, cuja função é identificar novas oportunidades de negócios e promover o Instituto através da prestação de serviços alinhados com as áreas de competência do INDT.
O maior diferencial do instituto é o legado deixado pelos investimentos das duas multinacionais, principalmente em infraestrutura tecnológica e em pessoas. Os laboratórios do INDT são considerados como alguns dos mais tecnologicamente avançados, pelo grau de complexidade e amplitude dos serviços oferecidos. Para o gerente dos laboratórios do INDT, Leonardo Beltrão, o ambiente oferecido e o staff do instituto promovem a integração entre indústria, empresas e os desenvolvedores.
“Nossos laboratórios simulam o ambiente de empresas e fábricas, permitindo que ideias sejam testadas antes de serem levadas ao mercado”, comenta.

Tecnologia e visão empreendedora

O Iatecam (Instituto Ambiental e Tecnológico da Amazônia), criado em 2007 e credenciado pela Capda/Suframa (Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia/Superintendência da Zona Franca de Manaus) para a execução de atividades de P&D&I. Para a diretora de projetos do Iatecam (Instituto Ambiental e Tecnológico da Amazônia), Erika Handa unir conhecimento tecnológico e visão empreendedora no Amazonas esbarra em questões que vão da distância geográfica a entraves de comunicação, passando pela resistência de algumas empresas.
“Pesquisar, desenvolver e empreender na região requer resiliência, a capacidade de não se deixar vencer facilmente e voltar sempre com mais força. Resiliência é uma capacidade que deve ser otimizada pelas empresas locais. A região tem casos de soluções que foram adotadas no mundo todo e isso mostra que temos capacidade de desenvolver em ambientes desfavoráveis”, afirma a especialista.

Instituição pioneira

Desde 1982 desenvolvendo atividades nas dimensões educacional e tecnológica, atuando nas áreas de Tecnologias da Informação e Comunicação, Ambientais, Industrial Básica, de Produtos e de Gestão, a Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica) é pioneira na condução de novas formas de pensar o desenvolvimento da Amazônia.
A instituição é voltada para o desenvolvimento de pesquisa e serviços tecnológicos e incremento à competitividade de empresas. O acadêmico de Sistemas de Informação da Fucapi, Márcio Andrei desenvolve um projeto e crê em sua aplicabilidade como produto vendável. “Acredito que o conceito que tenho desenvolvido e que será tema do meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), tem chances de ser aplicado na educação e vencer no mundo dos negócios. É um conceito de computação de inteligência artificial entre homem e máquina, que pode muito bem ser escalável”, disse.

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