Justiça suspende obras de usina

A Justiça Federal determinou hoje a paralisação das obras da Usina de Belo Monte, em Altamira (PA). A decisão, tomada pela manhã, ainda não foi publicada e só terá valor a partir da comunicação à empresa responsável pela obra. Cabe recurso.
A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, julgava recurso do Ministério Público Federal contra decisão da 9ª Vara da Seção Judiciária do Pará de maio deste ano que validou a licença ambiental concedida pelo Ibama para as obras da usina.
Na Ação Civil Pública, os procuradores tentavam anular a licença alegando que condicionantes para que ela fosse liberada não foram cumpridas.
O desembargador Souza Prudente, relator do processo na 5ª Turma do TRF-1, acatou o recurso do MP. Ele suspendeu a licença e estabeleceu ainda que o BNDES não repasse recursos para a obra. Em caso de não cumprimento, a multa diária é de R$ 500 mil. O relator foi acompanhado pelos outros dois integrantes da turma.
Em outubro, o mesmo desembargador já havia dado uma liminar nessa mesma ação suspendendo a obra. A liminar foi cassada logo depois pelo governo e as obras prosseguem.
A Usina Hidrelétrica de Belo Monte é uma central hidrelétrica que está sendo construída no Rio Xingu, no Pará, nas proximidades da cidade de Altamira. Desde seu início, o projeto de Belo Monte encontrou forte oposição de ambientalistas brasileiros e internacionais, de algumas comunidades indígenas locais e de membros da igreja Católica. Essa pressão levou a sucessivas reduções do escopo do projeto, que originalmente previa outras barragens.

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