Justiça dá à GM acesso a US$ 33.3 bilhões do governo

O Tribunal de Falências de Nova York autorizou na quinta-feira a fabricante de veículos GM (General Motors) a utilizar os US$ 33.3 bilhões emprestados pelo governo americano para manter a empresa funcionando enquanto permanece em concordata.
A General Motors informou que espera sair dessa situação a partir de meados de julho, antes do previsto inicialmente, segundo reportagem publicada na semana passada pelo diário britânico “Financial Times’’. A montadora está sob proteção do “Capítulo 11’’ da Lei de Falências americana – o equivalente à concordata (ou recuperação judicial, no Brasil).
O pedido da GM por proteção é o terceiro maior da história dos EUA, sendo o maior já feito pela indústria manufatureira do país. Em termos de ativos (US$ 82 bilhões), a concordata da empresa só fica atrás dos colapsos do banco de investimento Lehman Brothers e da companhia de telecomunicações WorldCom.

Contração do PIB fica em 5,5%

O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos sofreu uma contração de 5,5% no primeiro trimestre, segundo a revisão final do dado, divulgada pelo Departamento do Comércio. O dado mostra um resultado ligeiramente melhor que a estimativa anterior, de queda de 5,7%, apresentada em maio. A primeira leitura, divulgada em abril, mostrava contração de 6,1%.
Os dados divulgados na quinta-feira são baseados em dados mais completos do que os que estavam disponíveis nas estimativas anteriores.
“A queda menor no Produto Interno Bruto no primeiro trimestre refletiu uma melhora nos gastos do consumidor e uma queda maior nas importações, que foram em parte ofuscadas por quedas maiores nos estoques de investimentos privados em nas estruturas não-residenciais’’, disse o departamento, em comunicado.
Os gastos dos consumidores americanos cresceram 1,4% no primeiro trimestre do ano, após uma queda de 4,3% no quarto trimestre de 2008.
Os investimentos fixos no setor de construção americano não residencial caíram 37,3, após uma queda de 21,7% um trimestre antes.
O investimento fixo no setor residencial, por sua vez, teve uma queda de 30,6% entre janeiro e março deste ano, contra uma queda de 23,6% entre outubro e dezembro do ano passado.
As exportações de bens e serviços tiveram queda de 30,6% entre janeiro e março, maior que a queda de 23,6% no trimestre imediatamente anterior.

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