Juros voltam ao nível de 2007, mas cheque especial tem nova alta

A taxa média geral, incluindo pessoa física e jurídica em todas as modalidades pesquisadas pelo BC, caiu de 38,6% para 37,9% ao ano. É a menor taxa desde o mês de maio de 2008, quando estava em 387,6 ao ano.
Para o consumidor, os juros recuaram mais, de 48,8% para 47,3% ao ano, melhor resultado desde dezembro de 2007 (43,9%). Para as empresas, os juros caíram de 28,8% para 28,5% ao ano (menor desde setembro).
Houve queda nos juros ao consumidor em praticamente todas as modalidades verificadas pelo BC, com exceção do cheque especial, que subiu de 166,3% para 167,8% ao ano.
O crédito pessoal caiu de 48,8% para 46,6% ao ano. Na aquisição de veículos, a taxa passou de 29,9% para 29,2% ao ano. Para as empresas, a linha que registrou maior alta foi a conta garantida -espécie de cheque especial para pessoas jurídicas-, que passou de 76,4% para 83% ao ano.O capital de giro caiu de 34,6% para 33,2%.
Dados parciais do BC, até o último dia 15, mostram uma nova queda dos juros em junho. A taxa geral recuou para 37,1%. Para as empresas, caiu para 27,7%; para o consumidor, chegou a 46,7%. Também houve pequena queda no “spread” bancário, a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados nos empréstimos aos clientes.

Inadimplência sobe em maio

Segundo o BC, o “spread” caiu de 28,1 pontos em maio para 27,6 pontos em junho. A taxa ainda está acima da registrada em setembro (26,4 p.p.), época do agravamento da crise. Para as empresas, caiu de 18,7 pontos para 18,3 pontos; para o consumidor, recuou de 37,4 pontos para 36,8 pontos.
A inadimplência dos consumidores brasileiros subiu em maio e chegou a 8,6% dos empréstimos do sistema bancário, segundo dados do Banco Central. É a taxa mais alta da série histórica do BC, iniciada em junho de 2000. No caso das empresas, a inadimplência passou de 2,9% para 3,2%, maior desde 2001.
A inadimplência geral -que inclui pessoas físicas e jurídicas- subiu pelo sexto mês consecutivo e chegou a 5,5% dos empréstimos. É a taxa mais alta desde setembro de 2000 (5,8%).São considerados inadimplentes os empréstimos com atraso superior a 90 dias. Isso significa que o indicador ainda reflete os efeitos da crise internacional de crédito, que provocou alta dos juros e redução dos empréstimos.
Houve alta em praticamente todas as modalidades, entre elas, o cheque especial (de 10% para 10,8%) e o crédito para aquisição de bens (de 14,6% para 15,8%).

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