Juros para pessoa física caem ao menor nível em 15 anos

A taxa de juros de empréstimos para pessoas físicas alcançou em setembro o menor nível da série histórica do Banco Central, iniciada em 1994.
De acordo com nota divulgada pela autoridade monetária, os juros médios para este tipo de financiamento ficaram em 43,6% ao ano em setembro. No mês de agosto, a taxa era de 44,1% a.a. e no mês de setembro de 2008, chegava a 53,1% a.a.
A taxa geral de juros caiu pelo décimo mês seguido, de 35,4% ao ano em agosto para 35,3% a.a. em setembro.
É o menor nível desde dezembro de 2007, quando era de 33,8%. Os juros de empréstimos para pessoas jurídicas também caíram, passando de 26,4% ao ano para 26,3% a.a., melhor taxa desde abril de 2008.

“Spread” registra queda

O “spread” bancário -diferença entre o que os bancos pagam para captar o dinheiro e os juros cobrados de seus clientes- também registrou queda. Caiu de 26,3 pontos percentuais em agosto para 26 p.p. no mês passado.
É a menor taxa desde julho do ano passado. O “spread’’ para pessoas físicas foi de 33,4 p.p., contra 34,3 p.p. em agosto. Para empresas, ficou em 17,7 p.p., melhor desde setembro do ano passado.

Cheque especial

Após a queda de 6,3 pontos percentuais registrada em agosto, os juros do cheque especial voltaram a subir em setembro, fechando o mês em 162,7% ao ano, de acordo com o relatório de crédito divulgado pelo Banco Central.
Em agosto, a taxa ficou em 161% ao ano, o menor índice desde junho de 2008. Naquele mês, antes da crise financeira, era de 159,1% ao ano.
A modalidade de financiamento continua tendo uma das maiores taxas do mercado. Os juros do crédito pessoal também subiram, passando de 44,3% ao ano em agosto para 44,7% em setembro.
Os juros para financiamento de veículos passaram de 26,2% a.a. em agosto para 24,9% em setembro.

Volume de crédito

O volume de operações de crédito cresceu em setembro pelo sétimo mês seguido, segundo o Banco Central. O estoque total de dinheiro emprestado cresceu 1,5% no mês e chegou ao valor recorde de R$ 1,347 trilhão. Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 16,9%.
O crédito direcionado -que inclui financiamentos habitacionais, rurais e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social)- cresceu 2% de agosto para setembro, enquanto o crédito com recursos livres teve expansão de 1,3% no mês.
O montante de crédito concedido em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) também foi recorde, chegando a 45,7%, contra 45,3% no mês anterior.

Empréstimo consignado

O volume de crédito consignado -com desconto na folha de pagamento- cresceu 2,1% em setembro, com volume total de empréstimos chegando a R$ 100,44 bilhões. Nos últimos 12 meses, a modalidade de crédito cresceu 32%.
A taxa média dessa modalidade de financiamento caiu a 27,1% ao ano, contra 27,6% no mês anterior. Já a participação do crédito consignado no total do crédito pessoal subiu de 58,4% para 58,7%.
De acordo com o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, o aumento nas concessões desse tipo de empréstimo contribuiu para a queda nas taxas de juros pessoas físicas.
“O crédito consignado tem sido um dos responsáveis pela redução da taxa de juros em 2009, e o cheque especial sempre se sobressai com taxas mais salgadas’’, afirmou.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email