Juros elevam dívida interna em R$ 11 bi no mês anterior

A incidência de juros sobre os títulos públicos em poder do mercado foi o fator determinante para a elevação da dívida pública interna em setembro. O estoque total em poder dos investidores subiu 0,99% em setembro, para R$ 1,2 trilhão. Em relação a dezembro, o aumento é 9,8% (R$ 1,093 trilhão). Dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional.
A elevação registrada no mês passado foi conseqüência, principalmente, da incidência de juros de R$ 11,049 bilhões. Já a emissão líquida (volume de títulos emitidos superior aos resgates) de R$ 700 milhões.

O valor da dívida interna está ainda abaixo do previsto no PAF (Plano Anual de Fi-nanciamento), cuja previsão aponta entre R$ 1,230 trilhão e R$ 1,300 trilhão. Já a dívida pública total, que inclui também a externa, passou de R$ 1,312 trilhão em agosto para R$ 1,315 trilhão em setembro, um aumento de 0,28%. Na comparação com dezembro, o crescimento no ano é de 6,4%.

Redução da dívida externa

O cancelamento de R$ 2,179 bilhões em títulos da dívida externa contribuiu para a redução da dívida externa em setembro. Ela passou de R$ 123,19 bilhões para R$ 115,08 bilhões, uma redução de 6,58%. Esses títulos foram recomprados no quarto trimestre do ano (julho e agosto), mas o seu cancelamento só ocorreu em setembro. Só após o cancelamento é que há impacto sobre o estoque da dívida.

O valor de R$ 2,179 bilhões refere-se ao gasto financeiro do Tesouro Nacional (inclui juros e o ágio sobre os papéis). O valor de face dos títulos recomprados foi de R$ 1,747 bilhão.

No ano, o desembolso financeiro com essas operações chega a R$ 11,439 bilhões. Já o valor de face dos papéis resgatados é de R$ 8,750 bilhões. Os dados sobre o resgate antecipado da dívida externa -que tem o nome de “buyback”- são divulgados a cada dois meses.
A dívida externa faz parte da dívida pública federal, que em setembro somava R$ 1,315 trilhão, 0,28% maior em relação ao mês anterior e 6,4% na comparação com dezembro.

O pior da volatilidade dos mercados internacionais já passou. A avaliação é de Guilherme Villela Pedras, coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, que afirmou ainda que a estratégia do Tesouro Nacional para a administração da dívida não foi alterada. “Setembro foi muito mais tranqüilo que agosto. Tudo indica que o pior da volatilidade já passou”, afirmou.

Ele lembrou que no momento de maior volatilidade, em agosto, havia uma forte incerteza sobre as consequências dos problemas com os créditos imobiliários americanos nos balanços dos grandes bancos.

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