Juros e gastos públicos ainda preocupam

O ISE (Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia), avaliado pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) em parceria com a OEB, permaneceu estável em março em relação a fevereiro, saindo dos 108,7 pontos para 109 pontos

O ISE (Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia), avaliado pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), permaneceu estável em março em relação a fevereiro, saindo dos 108,7 pontos para 109 pontos.
Em comparação ao mesmo período do ano passado, o indicador apresentou intensa variação, ao subir 50,2%. O ISE é medido em uma escala que varia de 0 a 200, sendo que os valores acima de 100 pontos denotam otimismo.
Os sub-índices que compõem o ISE, Momento Futuro e Momento Atual, descreveram movimentos opostos, embora ambos indiquem otimismo dos economistas. Segundo Guilherme Dietze, assessor econômico da Fecomercio- seccional Nacional, o índice futuro recuou 0,7%, ao ceder para 117,3 pontos. Já a percepção do momento atual teve impulso de 1,5%, atingindo 100,8 pontos. “Esse resultado merece destaque, uma vez que, nos últimos meses, a avaliação deste setor registrava pessimismo”, pondera.
Em março, seis dos nove itens analisados na pesquisa permanecem acima dos 100 pontos. Cenário Internacional, o único que anotou variação favorável, teve incremento de 4%, alcançando 146,2 pontos; Nível de Atividade Interna – PIB caiu 0,4%, chegando a 173,5 pontos; Nível de Emprego cedeu 5,1% para marcar 142,2 pontos; Oferta de Crédito ao Consumidor recuou 4,6%, atingindo 125,4 pontos; Taxa de Câmbio diminuiu 0,3%, até 107,5 pontos; por fim, Salários Reais permaneceu em 119,4 pontos, sem variação neste mês.
Dietze explica que a queda destes itens representa um ajuste natural, devido ao crescimento acima da média nos últimos meses. “Os três itens que continuam influenciando negativamente o ISE são: Taxa de Juro, Taxa de Inflação e Gastos Públicos”, enumera.
Curiosamente, em março, estes itens foram os que apontaram maior elevação. Contudo, o incremento conquistado não foi suficiente para deixarem a área que indica pessimismo. A avaliação dos especialistas em economia sobre a Taxa de Inflação melhorou 4,6%, mas registra somente 63,5 pontos.
Taxa de Juros evoluiu mais, 9,4%, porém, com 75,1 pontos, continua longe do patamar de otimismo. Ainda mais distante dos 100 pontos, Gastos Públicos foi impulsionado em 11,2%, alcançando 28,4 pontos.
Para o economista, o ISE de março apresenta um resultado satisfatório, com destaque para a volta do otimismo em relação à conjuntura atual. A decisão do Copom de manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% foi outro fator que aliviou os ânimos especialistas.

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