Juros do crédito pessoal caem para menor nível desde 1994

As taxas de juros para pessoa física nas linhas de crédito pessoal e para aquisição de veículos automotores alcançaram em junho o menor nível desde 1994, início da serie histórica do Banco Central.
De acordo com a pesquisa mensal do BC, os juros do crédito pessoal ficaram em 45,6% ao ano em junho, o que representa uma queda de 14,8 pontos percentuais em relação á taxa praticada em dezembro de 2008. No caso do financiamento de veículos, a taxa caiu 9,6 pontos percentuais na mesma comparação, para 26,9% ao ano. O cheque especial, por outro lado, continua com uma taxa bastante elevada (167% ao ano), apesar da queda de 7,9 pontos percentuais registrada no semestre. Em abril deste ano, por exemplo, essa modalidade de crédito apresentava juros menores que os verificados agora (166,3%). De acordo com a pesquisa, as taxas de juros para empresas e consumidores caíram em junho pelo sétimo mês consecutivo e chegaram ao menor nível desde dezembro de 2007. Dados parciais para o mês de julho mostram que os juros continuam caindo para as empresas, mas estão estáveis em relação ao consumidor. A taxa média da pessoa física, que engloba todas as modalidades de crédito, ficou estável em 45,6% ao ano até o ultimo dia 16. Já a taxa para pessoa jurídica recuou de 27,5% no fim de junho para 26,8% ao ano na primeira quinzena deste mês.

Aumento da inadimplência

A pesquisa do BC divulgada ontem mostra um aumento da inadimplência para pessoas físicas e jurídicas. Os empréstimos com atraso superior a 90 dias chegaram ao percentual recorde de 5,7%, o maior desde 2000.
No caso das pessoas físicas, a inadimplência ficou estável em 8,6%. Para as empresas, subiu de 3,2% para 3,4%.
O BC considera inadimplentes somente os empréstimos vencidos há mais de três meses. Porém, a pesquisa também registra os empréstimos com atraso entre 15 e 90 dias. Nesse caso, a taxa de atraso para a pessoa física ficou estável em 6,8%, enquanto a das empresas caiu de 2,7% para 2,3%.
Para o BC, essa redução no atraso nos empréstimos às empresas sinaliza uma melhora na questão da inadimplência, que deve se estabilizar nos próximos três meses. “Os atrasos de 15 a 90 dias começam a regredir. Isso é um prenúncio da queda da inadimplência para as empresas”, disse o chefe do departamento econômico do BC, Altamir Lopes.

Condições de crédito

Os bancos públicos foram os principais responsáveis pela melhora nas condições de crédito registrada desde a piora na crise econômica. Com isso, eles aumentaram sua participação no total de recursos destinados para empréstimos no sistema financeiro.
De acordo com o BC, a participação dessas instituições passou de 34,5% em junho do ano passado para 38,6% no mesmo mês deste ano.
Com isso, a participação dos bancos privados nacionais no volume de recursos emprestados caiu de 44,1% para 41,6% na mesma comparação. Também perderam espaço os bancos internacionais (de 21,4% para 19,8%).
O volume total de empréstimos no país cresceu 19,7% nos 12 meses encerrados em junho. Dados parciais do BC para o mês de julho mostram que, até o último dia 16, o crédito bancário apresentava expansão de 0,2%.

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