Juros atrativos podem esconder armadilhas

Ainda que o consignado seja uma das linhas de crédito mais baratas no mercado, a facilidade em obtê-lo em bancos e financiadoras e o comprometimento direto da renda podem transformar este tipo de empréstimo pessoal em armadilha financeira, alertam especialistas em finanças.
O maior risco é esquecer que o salário ou benefício ficará automaticamente menor com o empréstimo, já que o pagamento da dívida é descontado diretamente das empresas que pagam estes valores. Tanto para pensionistas como para trabalhadores assalariados – públicos ou privados –, as parcelas da dívida não podem comprometer mais que 30% do salário ou benefício.
“Este limite é muito alto e pode comprometer o orçamento doméstico”, adverte Wilson Muller, consultor financeiro da fundação Cesp, para quem as taxas mensais cobradas pelas instituições financeiras são menores que outros tipos de empréstimos (entre 1,5% e 3,2%, incluindo bancos e financeiras), devido à garantia dos credores em obter o pagamento.
O ideal seria que as parcelas do consignado, segundo a Serasa Experian, não comprometessem mais do que 25% da renda mensal, já que a dívida não é a única conta fixa do consumidor.
No caso de funcionários privados e servidores públicos, são os empregadores que se responsabilizam por repassar a parcela ao banco ou financeira. Já no caso dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), é a própria Previdência que faz o desconto do benefício.
Somente para este último público, o crédito consignado cresceu 41,60% em março de 2013, em comparação ao mesmo período de 2012, movimentando R$ 3,693 bilhões, segundo dados do Ministério da Previdência.
Oportunidades e riscos
O melhor uso deste tipo de crédito, segundo Muller, da Fundação Cesp, é em situações de emergência, como gastos inesperados com saúde ou necessidade de uma reforma da moradia.

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