Juros altos agravam negócios

Com uma taxa de juros cada vez mais alta, o cartão de crédito deve ser evitado ou usado com moderação pelos consumidores, reforçam os especialistas. A taxa em maio bateu recorde e chegou a 471,3% ao ano, subindo 18,9 pontos porcentuais, informou o BC (Banco Central). O comércio que já vem sofrendo com as poucas vendas desde 2015, é um dos segmentos mais afetados pelos juros altos, conta o economista Marcus Evangelista.
Segundo Evangelista, o consumidor amazonense ainda utiliza de forma equivocada a modalidade de pagamento. “O mau uso do cartão de crédito gera endividamento e reflete no poder de pagamento desse cliente, extrapolando e gerando os juros. E isso afeta diretamente o comércio, porque significa menos venda que o segmento estará praticando. A mesma ideia vale para os serviços”, afirma.
De acordo com os dados do BC, a inadimplência nesse segmento chegou a 37,5%, sendo a maior entre as linhas de crédito para pessoa física. Já o endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro passou para 44,3% em abril. “No nosso país a má administração das finanças vem da base escolar que acaba gerando adultos perdidos, que não sabem como funciona a taxação e outros aspectos financeiros do mercado”, comenta Evangelista. Para o economista, fatores como a alta do dólar, crescimento na taxa de desemprego e instabilidade no cenário político, contribuem para os altos índices de inflação no Brasil. “Eu vejo que economia e política estão interligadas. No momento que ocorrer a estabilidade na política do país, teremos o reflexo em todos os segmentos”, avalia.

Recomendações

Segundo Evangelista, algumas atitudes devem ser tomadas para evitar os juros altos do cartão de crédito. “Primeiro observe se o seu limite é superior a capacidade de pagamento. Se for, cancele ou corte o cartão para não ser uma má tendência de uso. Veja se o vencimento coincide com o pagamento do seu salário. Caso for datado antes de receber, haverá devedor de juros. Portanto, reorganize o vencimento”, recomendou.
O economista orienta também evitar as compras parceladas, aquelas que somadas, o consumidor perde a capacidade de pagamento. “Dessa forma, se paga apenas o mínimo do cartão, gerando uma bola de neve e consequentemente as altas de juros”, afirma.
De acordo com ele, as mesmas recomendações devem ser usadas por quem usa o cheque especial que também teve alta. A taxa avançou para 311,3% ao ano em maio, considerada a maior da série iniciada em julho de 1994.

Estratégias para manter finanças

A empresária do ramo de medicamentos Irilene Ferreira conta como conseguiu equilibrar o pagamento de suas contas. “Eu não uso cartão de crédito por conta dos juros. Meus fornecedores trabalham com boletos e procuro manter a credibilidade com as distribuidoras. Caso, eu não consiga honrar a data de vencimento do boleto, negocio e pago diretamente a empresa”, explica.
Com uma queda de até 50% no faturamento, indicadores apontam que as drogarias é o último setor a entrar na crise e o primeiro a sair. Para manter a margem de lucros, Irilene apostou em medicamentos similares mais baratos. Ela conta que o cartão de crédito, ainda é a principal forma de pagamento usada pelos consumidores. “Dentro do meu segmento tem me salvado, mesmo com as taxas de serviço. Tem dias que a venda em cartão chega a 80%, mas apenas alguns clientes parcelam por ser um gênero de necessidade, diferente de outros produtos”, argumenta.
Em relação a demanda por cartão de crédito na hora de pagar, a empresária de vestuário Juana Milioransa também diz que 80% das vendas é da modalidade. Ela destaca que sem a opção, muitos clientes deixariam de comprar. “Para nós empresários, se não tivesse máquina de cartão seria maravilhoso, pois pagamos altos juros de máquina e venda, onde acaba indo metade da renda só em taxas”, comenta.
Juana conta que tem apostado nas redes socias para se manter no mercado. Segundo ela, a crise e a alta dos juros afetaram pesadamente a loja aberta há um ano. “Abrimos a loja bem na crise e estamos tentando de tudo para conseguir nos manter. Estamos investindo em divulgação com blogueiras e nas redes sociais e nos últimos três meses sentimos que está melhorando as vendas”, finaliza.

Estratégias para manter finanças

A empresária do ramo de medicamentos Irilene Ferreira conta como conseguiu equilibrar o pagamento de suas contas. “Eu não uso cartão de crédito por conta dos juros. Meus fornecedores trabalham com boletos e procuro manter a credibilidade com as distribuidoras. Caso, eu não consiga honrar a data de vencimento do boleto, negocio e pago diretamente a empresa”, explica.
Com uma queda de até 50% no faturamento, indicadores apontam que as drogarias é o último setor a entrar na crise e o primeiro a sair. Para manter a margem de lucros, Irilene apostou em medicamentos similares mais baratos. Ela conta que o cartão de crédito, ainda é a principal forma de pagamento usada pelos consumidores. “Dentro do meu segmento tem me salvado, mesmo com as taxas de serviço. Tem dias que a venda em cartão chega a 80%, mas apenas alguns clientes parcelam por ser um gênero de necessidade, diferente de outros produtos”, argumenta.
Em relação a demanda por cartão de crédito na hora de pagar, a empresária de vestuário Juana Milioransa também diz que 80% das vendas é da modalidade. Ela destaca que sem a opção, muitos clientes deixariam de comprar. “Para nós empresários, se não tivesse máquina de cartão seria maravilhoso, pois pagamos altos juros de máquina e venda, onde acaba indo metade da renda só em taxas”, comenta.
Juana conta que tem apostado nas redes socias para se manter no mercado. Segundo ela, a crise e a alta dos juros afetaram pesadamente a loja aberta há um ano. “Abrimos a loja bem na crise e estamos tentando de tudo para conseguir nos manter. Estamos investindo em divulgação com blogueiras e nas redes sociais e nos últimos três meses sentimos que está melhorando as vendas”, finaliza.

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