Jucá deve ficar com relatoria da CPI

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou na quarta-feira que as negociações entre os governistas sobre o comando da CPI da Petrobras sinalizam que a relatoria deverá ser entregue para um nome do PMDB. A presidência deve ficar nas mãos do PT. Os escolhidos só devem ser confirmados na segunda-feira.
Segundo líderes governistas que acompanham as articulações, Jucá é o mais cotado para ficar com a relatoria e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), para presidir os trabalhos.
“Em princípio, não abrimos mão da presidência e da relatoria. Vamos discutir com os líderes, mas a ideia é que a presidência fique com o bloco de apoio ao governo e a relatoria com o PMDB”, disse Romero Jucá.
A relatoria é o cargo mais cobiçado porque cabe ao relator conduzir as investigações sobre supostas irregularidades na administração da CPI. Com a relatoria em mãos, ficará a cargo do PMDB “blindar” eventuais informações que supostamente possam comprometer a diretoria da estatal e constragenr a cúpula do governo.

Nomes do partido

O líder peemedebista no Senado, Renan Calheiros (AL), oficializou ontem os nomes do partido e escolheu os senadores Leomar Quintanilha (TO), Paulo Duque (RJ) e Romero Jucá (RR) para as três vagas de titulares do partido na comissão. Renan ainda indicou os senadores Valdir Raupp (RO) e Almeida Lima (SE) para as duas vagas de suplentes do PMDB na CPI.
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), indicou os senadores Ideli Salvatti (PT-SC), Inácio Arruda (PC do B-CE) e João Pedro (PT-AM) para ocuparem as vagas de titulares da base aliada governista na comissão. Como suplentes, os governistas escolheram os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Delcídio Amaral (PT-MS).
O PTB e o PDT, que também integram a base aliada do governo no Senado, indicaram os senadores Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Jefferson Praia (PDT-AM) para duas vagas de titulares da CPI. O senador Gim Argello (PTB-DF), vice-líder do governo no Senado, foi indicado pelo PTB para uma das suplências da comissão.
Das 11 vagas de titulares na CPI da Petrobras, oito são de partidos da base aliada do governo contra três da oposição. Já dos sete suplentes da comissão, cinco são governistas e dois do DEM e PSDB.

Fazer barulho

O DEM e o PSDB formalizaram na terça-feira as indicações dos partidos de oposição para a CPI da Petrobras. Apesar de ocupar apenas três das 11 cadeiras titulares da comissão, a oposição escolheu senadores que têm como perfil traçar embates com integrantes da base aliada governista no Legislativo.
O PSDB escalou o presidente da legenda, Sérgio Guerra (PE), e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para ocuparem as vagas de titulares da comissão. O partido ainda indicou o senador Tasso Jereissatti (CE) para a suplência da CPI. Os nomes já estavas escolhidos desde ontem, mas foram entregues oficialmente à Secretaria Geral da Mesa do Senado nesta quarta-feira.
O DEM, por sua vez, indicou o senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (BA) para titular e o senador Heráclito Fortes (PI) como suplente. Dos cinco integrantes da oposição. ACM Júnior é visto como o parlamentar que tem o perfil mais “moderado” na CPI -por esse motivo teve o nome indicado para a presidência da comissão.

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