2 de dezembro de 2021

Jovens e mulheres podem decidir eleição

Aliar experiência e juventude. Este parece ter sido o caminho encontrado por duas das principais chapas que concorrem à eleição para prefeito

Aliar experiência e juventude. Este parece ter sido o caminho encontrado por duas das principais chapas que concorrem à eleição para prefeito, com o objetivo de atrair a atenção da maior fatia do eleitorado manauara: os jovens adultos.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a capital amazonense possui 336.286 eleitores na faixa etária de 25 a 44 anos, que correspondem a 28,47% do total, números suficientes para definir qualquer eleição municipal. Acompanhando a tendência do eleitorado de forma geral, dentro deste grupo, a maioria (52,17%) é formada por mulheres. São 175.453 eleitoras nesta faixa de idade, contra 160.833 representantes masculinos (47, 83%). Os dados são de maio deste ano.
A chapa ‘puro sangue’ do PSB traz o ex-prefeito Serafim Corrêa ao lado do jovem deputado estadual e ex-vereador Marcelo Ramos como candidato. Já o ex-senador e também ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) fechou parceria com o vereador Hissa Abrahão (PPS), de apenas 30 anos.
De acordo com o cientista político Breno Rodrigo, o grande diferencial de jovens postulantes ao cargo de prefeito não é, necessariamente, a contemporaneidade com os eleitores.
“Nem sempre o eleitorado jovem segue candidatos jovens. Não adianta nada o candidato ter pouca idade e apresentar uma agenda política ultrapassada. O que vai fazer diferença realmente, para qualquer candidato, são as propostas”, garante.
O cientista cita a eleição do presidente americano Barak Obama como um exemplo emblemático desta relação. Segundo ele, menos sendo relativamente jovem para um presidente, o que determinou a vitória de Obama sobre o experiente candidato republicano John McCain foi a promessa de mudança adotada na campanha de 2008. “Ele trouxe uma agenda inovadora. O lema de campanha “Yes, we can” invocava à população a uma mudança de atitude”, justificou.
O deputado Marcelo Ramos enfatiza que a formação da chapa está de acordo com os pontos apontados pelo analista político. Ele conta que a oficialização dos nomes do PSB levou em consideração as propostas construídas em parceria entre ele e Serafim Corrêa. “Todas as nossas propostas foram elaboradas após discussões entre mim e o candidato Serafim Corrêa. Nós construímos juntos um plano para a cidade de Manaus e o nosso grupo, o PSB, avaliou nossos nomes e ideias como os ideais para a disputa municipal”, garantiu. Além disso, Marcelo Ramos disse acreditar que, muito mais relevante que a importância quantitativa é a contribuição que a população de 25 a 34 anos dá para a economia da cidade: “Esse eleitorado é importante, não só pelos números que representa, mas também porque é uma parcela significativa da mão de obra ativa. É o grupo que mais move a economia do município”, explica o candidato.
Já o vereador e candidato a vice-prefeito na chapa tucana Hissa Abrahão (PPS) afirma que a união com o senador Arthur Virgílio tem a maturidade aliada com a vontade de fazer uma nova política e construir uma realidade diferente para o povo de Manaus com vontade de trabalhar no presente, visando a melhoria da qualidade de vida dos moradores da cidade em um futuro bem próximo. Ele, que até o último fim de semana mostrava-se irredutível na intenção de lançar-se em candidatura própria, justifica os motivos que o levaram a desistir do projeto inicial e aliar-se ao PSDB. “Houve uma sintonia entre a proposta do PPS e a proposta do PSDB. É uma aliança que já vem acontecendo há muitos anos e estranho seria se nós saíssemos separados. Neste momento, mais do que a vontade de querer ser candidato é preciso unificar as ideias e coube a mim decidir que era melhor unir para vencer. Ele (Arthur Virgílio) já tinha me apoiado para governador nas eleições de 2010 e nada mais justo que eu o apoiasse para prefeito este ano tendo em vista a semelhança dos projetos e das ideias dos dois. E o mais importante de tudo é que Manaus vai ter, pela primeira vez, dois gestores se doando e fazendo o máximo possível por ela e para ela”, enumera Hissa.

Vanessa ou Rebecca?

A deputada federal e ex-pretendente ao cargo de prefeita Rebecca Garcia (PP) é uma legítima representante do grupo de eleitores que é maioria na capital. Mas, apesar de ser jovem e mulher, seguindo o mesmo raciocínio, Breno Rodrigo não enxerga prejuízo na substituição da deputada federal pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) como candidata do governo estadual à Prefeitura de Manaus. Ele afirma que, se por um lado Rebecca Garcia representava a renovação na política, por outro lado, a experiência e penetração junto às principais lideranças dão a Vanessa uma vantagem na hora de atrair investimentos, principalmente do governo federal. Rebecca Garcia, alegando razões pessoais e sociopolíticas, retirou sua candidatura, até então tida como fato consumado, na noite da última sexta-feira (29/6), véspera da convenção conjunta do PP e PSD de Omar Aziz, mesmo depois de ter recebido apoio do governador do Estado e do senador Eduardo Braga (PMDB).

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