José Melo reforça autonomia

O breve mandato do governador José Melo começou com certa dicotomia. De um lado, tratou de forma unilateral a composição do secretariado. Foi veemente em não aceitar a indicação sucessória dos próprios titulares das secretarias que deixaram a função para disputar a eleição em outubro. “Ninguém sai do meu governo e deixa secretário nomeado, isso não existe. Eu escolho os meus secretários”.
Por outro lado, Melo demonstra submissão ao ex-governador Omar Aziz, na questão da escolha do vice-governador para disputar a eleição em outubro. “Todo mundo já sabe que eu sou candidato à reeleição, isso eu já disse. Quanto ao meu vice ou a minha vice isto é uma tarefa do Omar [Aziz], eu já acertei com ele”, disse ontem, durante entrevista concedida à Rede Tiradentes.
José Melo disse que pretende manter o compromisso de muito trabalho e de continuidade dos projetos da administração do governador Omar Aziz, que se desincompatibilizou da função para concorrer a uma vaga no Senado. “Eu tenho que ter reuniões setoriais, primeiro para poder estabelecer as minhas prioridades dentro desse volume todo de obras eu preciso estabelecer prioridades de 30/60/90 dias até o final do ano”, afirmou.
O governador cancelou, no último sábado, uma reunião pré-agendada com o secretariado, para não criar um clima de antecipação à saída de Omar. Melo disse que essa reunião será realizada em ocasião oportuna, pois no momento ele vê outras prioridades no governo. “Ninguém vai nomear meus secretários. Meu secretariado, nomeio eu. Afinal de contas, no trabalho deles, o povo vai me pedir contas. Se eu não fizer meu trabalho correto serei reprovado. Portanto meu secretário terá que cumprir exatamente aquilo que eu determinar”, respondeu Melo. Ele determinou que nesse momento o cumprimento das metas já estabelecidas no governo Omar é prioritário na questão da saúde; educação; social e a segurança, que precisam funcionar. “Todo aquele que estiver imbuído nesse propósito e quiserem me ajudar nesse sentido merece a minha confiança”, reiterou.
O atual governador garantiu que primeiro vai cumprir as prioridades elencadas e depois reunirá o secretariado, o qual mantém harmonia e amizade. “Nosso governo só tenho amigos dentro dele, secretários auxiliares de todos os secretários são todos nossos amigos. Portanto não tem porque eu me afobar na questão dessa reunião”, esclareceu. Para Melo o importante é a continuidade do modelo de governo que vem dando certo e que foi identificado em pesquisa nacional como o melhor do país. “Nosso governo foi feito a quatro mãos, planejado lá atrás pelo governador Omar, eu participei e nós assumimos vários compromissos com o povo do Amazonas”, enfatizou.

Ações prioritárias
Segundo José Melo, a tarefa do governador junto aos colegas secretários é dar cumprimento integral aos compromissos assumidos com o povo do Amazonas, estimado em R$ 4 bilhões em recursos públicos. Dentre eles, a Cidade Universitária, várias vicinais e estradas que servirão para facilitar o escoamento da produção do homem do campo e da agricultura familiar. Ele citou também as diversas escolas em tempo integral, vários núcleos da UEA (Universidade do Estado do Amazonas) e algumas obras do Cetam (Centro de Educação Tecnológica do Amazonas), para serem concluídos no interior do Estado. “Mas, aqui na cidade de Manaus temos um desafio muito grande, em dar continuidade a essa ação conjunta entre a prefeitura de Manaus e o nosso governo”, salientou.
Ainda nesta semana, José Melo, irá se reunir com o prefeito Arthur Neto para estabelecer um cronograma de intervenção em vários bairros da capital amazonense, como a operação tapa-buraco, asfaltamento nas zonas Norte, Leste e Oeste. “Várias partes da capital nos bairros que ainda não tivemos oportunidade de entrar, vamos fazê-lo agora, juntamente com a prefeitura de Manaus”, frisou.
Um dos diversos desafios dessa nova gestão destacado pelo professor Melo é o de socorrer os ribeirinhos atingidos pela cheia dos rios Madeira, Purus e Juruá, distribuindo cestas básicas, medicamentos, kit de limpeza e de primeiros socorros aos atingidos. Na questão financeira o amparo vem do perdão de dívida adquirida para a produção que se perdeu na enchente e a possibilidade de um novo financiamento que estimule o produtor a permanecer nas áreas de plantio e de pastagem, prevenindo de um novo êxodo rural.
“Fizemos convênio com os prefeitos para que eles possam adquirir madeira e combustível para ajudar as famílias. Eu vou essa semana tratar de um projeto que vai perdoar as dívidas daqueles que perderam toda a produção agrícola e pecuária com essa enchente. Ao mesmo tempo possibilitar um novo financiamento, com prazo mais longo e correr com juros bem subsidiado, para que eles possam recompor a sua produção”, adiantou.
Com muitos desafios pela frente, José Melo, busca parceria para fomentar os novos financiamentos através da Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) e também com Basa (Banco da Amazônia) e BB (Banco do Brasil). “Para que o governo federal possa, da mesma forma, vir a perdoar as dívidas, porque grande parte daqueles que perderam a sua produção tem financiamento, sobretudo com o Basa através do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar)”, finalizou.

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