José Arruda deixa DEM e desiste de disputar as eleições de 2010

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), disse que pediu para se desfiliar do DEM para evitar constrangimentos aos colegas de partido. A Executiva Nacional do DEM se reuniria nesta sexta-feira para avaliar sua expulsão

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), disse que pediu para se desfiliar do DEM para evitar constrangimentos aos colegas de partido. A Executiva Nacional do DEM se reuniria nesta sexta-feira para avaliar sua expulsão.
“Para evitar o constrangimento de ter que decidir se entre saciar a sede por atos radicais e midiáticos ou julgar com amplo direito de defesa e cumprimento do prazo estratutário”, disse o governador, na casa dele.
Ele afirmou que foi com dificuldade que tomou a decisão de deixar o DEM -sem partido, ele não poderá disputar as eleições de 2010.
“Tomo a difícil decisão de deixar a vida partidária desligando-me neste momento do partido democrata. Não disputarei a eleição do próximo ano”, afirmou.
Arruda afirmou que sua meta agora será dedicar-se exclusivamente a governador o Distrito Federal. “Quero dedicar-me inteiramente à tarefa de cumprir como governador todos os compromissos e metas assumidos no programa de governo. Com as atuais regras eleitorais, não disputarei mais nenhuma eleição.”
Arruda ficou isolado dentro do partido depois das denúncias do envolvimento dele num suposto esquema de corrupção no Distrito Federal. O esquema envolveria o pagamento de uma mesada a parlamentares da base aliada na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A pressão ficou maior depois que vieram à tona imagens de Arruda recebendo de Durval Barbosa, seu ex-secretário de Relações Institucionais. Num primeiro momento, ele justificou o recebimento como doação para compra de panetones. Depois, disse que o dinheiro -recebido quando era candidato ao governo do DF, em 2006- havia sido declarado para a Justiça Eleitoral. A doação, entretanto, só foi declarada em 2009, segundo o blog do Josias.

Pedido de liminar negado

A ministra Carmén Lúcia, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou o pedido de liminar feito pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), no mandado de segurança impetrado ontem. No mandado, o governador pedia a suspensão do processo interno aberto pelo DEM, que pode resultar em sua expulsão dos quadros do partido.
No pedido, Arruda alegou que faltou prazo para apresentar sua defesa ao partido. O pedido de liminar ocorreu às vésperas da reunião da Executiva Nacional do DEM, marcada para amanhã (sexta-feira). Integrantes da Executiva já sinalizaram que a expulsão de Arruda é certa.
A legenda havia marcado a reunião para ontem, mas decidiu adiar para esta sexta já temendo questionamentos jurídicos da defesa de Arruda no cumprimento integral do prazo de oito dias concedido ao governador para apresentar sua defesa.
Anteontem, o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que o partido vai decidir “perto da unanimidade” se Arruda permanecerá ou não em seus quadros.
“Não há nenhuma divergência, o partido segue determinado no rumo que será conhecido na sexta pela manhã. Se não unânime, muito perto da unanimidade. O feeling eu tenho, mas o voto individual de cada membro da Executiva é que vai revelar”, afirmou.

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