José Alencar discorda da prorrogação da CPMF

O presidente em exercício José Alencar, afirmou que o Orçamento de 2008 depende do tributo e que nenhum outro governo seria capaz de abrir mão dela. “O Orçamento está fechado com os recursos oriundos da CPMF e se nós tirarmos não sabemos para onde vamos”, afirmou durante a feira naval, Fenashore, no Rio.

A base governista trabalha para desobstruir a pauta de votações do Senado, enquanto a oposição promete manter os trabalhos paralisados até o afastamento do presidente da Casa, Renan Calheiros.

A Câmara vai concluir nesta semana a votação, em primeiro turno da prorrogação da CPMF. Depois de cinco sessões, a matéria voltará à pauta da Casa para uma nova votação em segundo turno. Se aprovada, a PEC (proposta de emenda constitucional) seguirá para votação no Senado.
Alencar afirmou que a decisão do Legislativo de absolver de Calheiros deve ser respeitada e que o governo trabalha com uma proposta de reforma tributária, com apenas dois impostos. “Essa proposta está sendo discutida como proposta do Confaz e em breve vai ser mandado para o legislativo como reforma tributária”, afirmou.

Oposição exclui Renan

Senadores da oposição excluíram o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), da reunião marcada para hoje entre os líderes partidários para discutir as votações da Casa. O DEM e o PSDB ameçam não participar de nenhuma reunião de líderes com a presença de Renan. No encontro, Renan será representado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). O vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse que a ausência de Renan mostra o enfraquecimento do peemedebista na Casa. “Quando temos um presidente da Casa não participando de reunião de líderes é um expressão da crise, mostra o clima em que está o Senado”, afirmou.

Apesar de não defender publicamente o afastamento de Renan -já que assumiria a presidência do Senado caso o peemedebista pedisse licença do cargo-, Viana disparou críticas à disposição do senador de permanecer onde está. O petista disse que estaria “mentindo” caso afirmasse ser favorável à presença de Renan no cargo. “É muito difícil qualquer reconciliação ou ambiente ameno para construirmos uma agenda de votações. O impasse está na permanência do presidente da Casa. Eu não posso, por lealdade a isso, defender o afastamento. Mas eu não vou mentir. Se eu disser o contrário, estarei mentindo”.

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