8 de maio de 2021

Jornalistas homenageiam Márcia Siqueira em livro

No dia 28, segunda-feira, a jornalista Betsy Bell fará sua estréia como escritora ao lançar seu primeiro livro ‘Márcia Siqueira, a voz da floresta’, onde, num livro-reportagem ela, em coautoria com o também jornalista Fabrício Nunes, conta a trajetória de Márcia desde o seu nascimento até a consagração como cantora. Apaixonada por História, que atualmente cursa na Ufam, Betsy promete solidificar sua carreira como escritora.  

Betsy Bell faz sua estreia como escritora

Jornal do Commercio: Por que você resolveu escrever um livro sobre a cantora Márcia Siqueira? 

Betsy Bell: Eu sou fã de Márcia desde a primeira vez que a ouvi, num CD do ‘Valores da Terra’. Acabou que reencontrei o Fabrício Nunes nas redes sociais, numa conversa virtual, em plena pandemia. A gente, no meio daquele caos, choramos, gargalhamos e traçamos planos. Alguns meses passaram e surgiu o edital da prefeitura. Falamos, então, sobre a história da Márcia Siqueira e resolvemos estabelecer a parceria. Eu me surpreendi com a história pessoal dela, mas este não é um livro de história; é um livro-reportagem. Aí, topei na hora. Não imaginava que iríamos ser aprovados, mas aí nosso projeto foi deferido. Tinha que sair e saiu.

Os autores, Betsy Bell e Fabrício Nunes, contam a história de Márcia Siqueira

JC: Deu trabalho escrever ‘Márcia Siqueira, a voz da floresta’? Como se desenvolveu o trabalho? 

BB: O Fabrício acumulava um vasto material coletado da Márcia, mas eu precisava fazer entrevistas com ela. Fizemos três; bem longas. E perguntamos todos os detalhes. Eu fiquei encantada com a história. Adoro histórias reais. O livro foi escrito ao longo de dois meses. Foi o tempo também de pensarmos no formato do livro. Optamos por um material bastante ilustrativo. E a diagramação ficou show.

JC: Márcia Siqueira pertence a um grupo de grandes cantoras amazonenses. As outras também ganharão suas histórias ou a escritora Betsy Bell partirá para outros temas? 

BB: Eu sou apaixonada por histórias reais e bem inusitadas. Eu sei que a classe artística amazonense tem essa característica. É uma ótima temática e o entusiasmo é grande em dar continuidade. Mas há outros temas sim. Há muitas histórias a contar.

JC: Márcia Siqueira tem 35 anos de carreira. Valeu a pena ela ter seguido a carreira de cantora e, literalmente, ser uma voz na floresta distante dos grandes centros?  

BB: Márcia é impressionante. Eu tenho que me apaixonar pelas personagens, né? Então, me apaixonei por ela. Uma mulher que fugiu menina, aos 14 anos, e foi atrás do que quis. Ela passou por tudo. Vocês vão ler. Ninguém imagina o que ela passou e passa. Ela é mulher, né? As mulheres entendem. E aí, quando nas entrevistas, ela cantava… Eu não queria que ela parasse. Porque era um alento. Que voz maravilhosa! E que trajetória! Merece um ‘bravo’ eterno.

JC: Além de jornalista, você também está cursando História. O que mais lhe fascina na história de Manaus e do Amazonas? 

BB: A graduação em História é um sonho adolescente que está sendo realizado agora. Lá no curso, dentro da Universidade (Ufam), minha cabeça abriu novamente pra outras frentes. Eu já gostava de história e agora não vivo mais sem. A história de Manaus e do Amazonas, então, me fascina porque há todos os ingredientes dramáticos, de dor, de luta, de muita superação que eu, particularmente, adoro. Nossa história é muito doída. Há exploração de todos os tipos, inclusive de nós mesmos, índios não assumidos, pobres e ainda passamos por inúmeras pitadas de descaso. Mas fico impressionada com a nossa força. Quero contribuir, mesmo de forma mínima, para contar esse lado da história.

JC: E como ficou Ária Ramos? Por que ela ainda não ganhou um livro? 

BB: Pois é. Eu preciso parar de ‘trair’ Ária. Eu estava contando e já fiz e editei sete livros, contando com o da Márcia. Este é o primeiro que assino. Mas, Fabrício, assina junto comigo. Ele é o coautor. Agora que passei pela história de Manaus no século 19 para o século 20, lá no curso de História, acho que está na hora de Ária Ramos ganhar minha atenção. Ela virá em breve. Prometo. Essa história me persegue. Na pandemia também. Um cineasta me procurou para saber a respeito dela e até participei de um bate-papo virtual sobre Ária com Rebeca Garcia e Márcia Álamo. Eu hein! Ária parece que me chama.

JC: Quais os próximos projetos da jornalista, empresária da comunicação, historiadora e agora escritora Betsy Bell? 

BB: Eu quero produzir mais. Em todos os aspectos. Pra empresa, eu penso em muitos projetos. Mas, pra mim mesma, só quero mostrar que estou fazendo. Eu já me escondi demais. Foi planejado e necessário. Queria descolar minha imagem da colunista política. Porque eu não sou só isso. Eu quero me dedicar a fazer livros, de história, preferencialmente. E farei.

Serviço

O que: Lançamento do livro ‘Márcia Siqueira, a voz da floresta’, de Betsy Bell

Quando: Dia 28 de dezembro, segunda-feira, às 19h

Onde: Centro Cultural Palácio da Justiça

Informações: 9 8812-3270 (Wapp)

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