16 de abril de 2021

Jornal do Commercio completa 106 anos

Com o mote Labor Omnia Vincit, “O trabalho tudo supera”, o Jornal do Commercio completa neste sábado, 2 de janeiro de 2010, seus 106 anos de atuação no mercado amazonense em uma busca constante pelo equilíbrio entre o tradicional e o moderno

Com o mote Labor Omnia Vincit, “O trabalho tudo supera”, o Jornal do Commercio completa neste sábado, 2 de janeiro de 2010, seus 106 anos de atuação no mercado amazonense em uma busca constante pelo equilíbrio entre o tradicional e o moderno. Sempre se adaptando ao que o mercado pede e, principalmente, ao que o público exige. “É com grande alegria que realizamos nossos esforços diários para manter o jornal nessa linha, sempre com o cuidado de não ofender, de não caluniar, de não denegrir, porque com a honra não se brinca”, destacou o presidente da empresa, Guilherme Aluízio.
No ano passado, o JC, por meio de pesquisas com seus leitores, passou por várias mudanças que vieram agregar à sobriedade da cobertura econômica mais polêmica e diversidade. “Revigoramos a página de opinião, que agora traz textos mais atraentes e movimentados, e reforçamos nosso trabalho nas páginas de política, com material aprofundado e polêmico”, ressaltou Aluízio.
Polêmico também tem sido o conteúdo de duas colunas que estrearam em 2009, Espaço do Holanda e Observatório, de autoria dos jornalistas Raimundo Holanda e José Polari, respectivamente, que tratam de questões de bastidores do meio político local e outros assuntos “espinhosos” da cidade, requerendo um tom de abordagem opinativo e livre. Um acordo de circulação do jornal junto ao tablóide popular O Maskate completou o lado mais provocativo da publicação e tem atraído mais leitores por trazer estilo editorial e enfoque completamente diferentes do tradicional.
“Era isso que nosso público queria e essas mudanças nos deram retornos satisfatórios, agradando profundamente aos leitores, formados em maior parte por executivos do polo industrial e empresários dos mais diversos ramos que são a nossa base de assinantes. Eles também demonstraram uma demanda por variedades e por algo mais leve”, disse o presidente.
O Jornal do Commercio, pioneiro no colunismo social, respondeu com duas novas colunas que cobrem os eventos da cidade e outras questões envolvendo figuras de destaque na sociedade manauense – a de Fabíolla Sampaio, Cola em mim que você brilha!, e a de Pedro Côrtes, que tem como título o próprio nome do colunista.
“Nós fomos os primeiros a ter colunistas sociais. Seria mais fácil contar que colunistas em atuação hoje não passaram pelo nosso jornal do que contar os que já passaram. Depois de muitos anos sem ter essa cobertura, voltamos em 2009 com apoio da Fabíolla e do Pedro”, afirmou.
Em um ano que sofreu com a crise econômica mundial, o JC não só cobriu o impacto que esse cenário causou na economia local como também teve que adiar e repensar alguns planos. “Sentimos a crise, mas nossos anunciantes permaneceram relativamente estáveis enquanto em outros locais do Brasil a receita de publicidade teve queda muito maior”, explicou ele.

Perspectivas para 2010

Aluízio esclareceu que todas as mudanças que o Jornal do Commercio incorporou em 2009 não consolidam o modelo, mas marcam um caminho a ser seguido em 2010, que também vai contar com investimentos em infraestutura na área industrial e de informática da empresa. De acordo com o vice-presidente do JC, Sócrates Bomfim Neto, muitos projetos estão em discussão, com destaque para dois.
“Estamos preparando uma ação para aumentar nossa base de assinantes por meio de promoções que envolvem sorteios de brindes e prêmios especiais. O trabalho será direcionado para comerciários e algumas classes profissionais específicas, além de parceiros do nosso jornal, como a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e sindicatos patronais”, explicou. Ele afirmou que pretende, com isso, que a publicação tenha um relacionamento mais próximo com seus variados públicos.
Segundo Bomfim Neto, uma outra grande novidade para 2010 diz respeito à ampliação do conteúdo exclusivo do jornal por meio de parcerias que vai dar ainda mais destaque ao veículo frente aos demais do segmento. “Não podemos dar detalhes porque ainda estamos estudando as possibilidades, mas é algo que promete fazer sucesso no mercado de comunicação da cidade em 2010”, concluiu.

Presidente analisa queda do diploma e mídias online

Entre os assuntos relacionados à imprensa que tiveram grande repercussão nacional em 2009 estiveram a queda da obrigatoriedade do diploma de jornalista e a crescente diminuição na circulação de impressos frente à facilidade de se obter matérias jornalísticas gratuitamente na internet. O presidente do Jornal do Commercio, Guilherme Aluízio, expôs a sua visão empresarial sobre os dois assuntos no momento em que o veículo comemora ter sobrevivido 106 anos neste mercado agora volátil.
Para ele, a faculdade “dá o verniz” à vocação. “Eu advogo a participação do jornalista profissional sem a exclusão daquele que tem a vocação para o jornalismo, para a redação. Acho que estes profissionais se completam. Temos agido assim desde sempre, muito antes destas questões jurídicas virem à tona no noticiário nacional”, afirmou. Aluízio lembrou que antigamente não existia faculdade de jornalismo e, ainda assim, alguns jornalistas da época eram tão bons quanto os de hoje.
Em relação às mídias online, o presidente do JC foi taxativo e disse acreditar que o caminho é que os impressos e a web compitam em pé de igualdade por meio de pagamento às fontes das informações. “O público passou a ter acesso à informação sem pagar por ela na internet, mas grande parte desta informação vem de jornais impressos. Hoje, nos Estados Unidos, há um movimento com apoio de grandes jornais de todo o mundo para que a informação seja paga”, exemplificou.
De acordo com ele, o Google, por exemplo, pode e deve divulgar matérias relevantes, mas tem que pagar para as fontes, assim como o fazem os impressos. “Os jornais pagam para produzir conteúdo e não podem ser explorados. Não digo que o público que usa a internet tem que pagar para ler as matérias, mas os sistemas de busca e os sites que a disponibilizam, sim. Esse é o caminho”, ressaltou.

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