Johan Eliasch deixa de cumprir projetos em área de preservação

A reportagem divulgada pelo programa Fantástico da Rede Globo, com o empresário sueco Johan Eliasch, que comprou mais de 161 mil hectares no Amazonas e não promoveu nenhum projeto social ou de preservação nas terras, não gerou surpresa ao deputado federal Carlos Souza (PP/AM). Ele afirmou que está há mais de cinco anos, na Câmara dos Deputados, fazendo denúncias, apresentando proposituras e alertando sobre a internacionalização da Amazônia e os interesses escusos dos estrangeiros.Eliasch é presidente da empresa de equipamento esportivo Head, vice-tesoureiro do Partido Conservador britânico, consultor do primeiro-ministro inglês Gordon Brown e um dos fundadores da ONG (Organização Não-Governamental Cool Earth). Ele fez a compra das terras, localizadas entre os municípios de Itacoatiara (a 176 quilômetros a leste de Manaus) e Manicoré (a 332 quilômetros a sudoeste da capital), às margens do rio Madeira no Amazonas, alegando estar promovendo a preservação da floresta e da fauna local.

Falta de compromisso era previsível

Ao Fantástico, Eliasch disse que a entidade está promovendo projetos sociais e de preservação nas comunidades que estão dentro de sua propriedade. A reportagem do programa foi até o local, não encontrou nenhum projeto sendo desenvolvido e somente uma pessoa empregada, que é responsável pela fiscalização ambiental de toda área.
Carlos Souza afirmou que era previsível a falta de comprometimento do empresário com a preservação das florestas e as pessoas que vivem na região. O parlamentar disse que não ficou surpreso com as “mentiras do sueco”. Ele informou que fez uma série de alertas sobre a internacionalização da Amazônia e os interesses escusos dos estrangeiros. “Essa falta de compromisso desse empresário (Johan Eliasch) com as comunidades que estão dentro das terras que, ele diz que comprou, só prova o que eu vinha alertando. Ele comprou e agora vai fazer o que quer com essas terras e, o governo brasileiro não vai poder fazer nada enquanto não propor uma legislação mais rígida a respeito desse assunto”, declarou Souza.
Em 2006, o deputado apresentou dois requerimentos sobre o assunto. Um cobrando a criação de uma comissão externa para averiguar a área vendida e as circunstâncias da aquisição e um solicitando audiência pública para esclarecer a venda das terras com os ministros da Defesa e do Meio Ambiente e com um representante do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. No ano passado, o parlamentar entregou um ofício “nas mãos” do presidente Lula e da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, solicitando a anulação da venda. Ele também fez diversos pronunciamentos sobre o assunto e apresentou um projeto de lei (nº 7.407/2006) que acaba com brechas da legislação para os estrangeiros que tem somente a posse das terras.
“Infelizmente, somente agora a internacionalização da Amazônia está preocupando de verdade o país. Mas, esse assunto é antigo. Faz tempo que os estrangeiros estão invadindo silenciosamente nossas florestas”, alerta Carlos Souza.

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