Joaquim Barbosa cogita candidatura

Presidente do STF diz que terá tempo para pensar a respeito quando deixar o tribunal

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, voltou a afirmar que não pretende se candidatar a presidente da República no pleito do ano que vem, mas não descartou concorrer a algum cargo eletivo após sua aposentadoria.
O magistrado, que tem 59 anos, aproveitou para adiantar que deve deixar o Supremo antes do prazo da aposentadoria.
O ministro afirmou que embora possua um perfil mais técnico e menos político, terá até sua aposentadoria, aos 70 anos, tempo para pensar melhor sobre a possibilidade.
“Nunca cogitei [concorrer em eleições]. Sempre tive uma carreira técnica. No dia em que deixar o Supremo, como entrei muito jovem, eu terei ainda tempo para refletir sobre isso [uma possível candidatura]. Acho difícil exercer a carreira no Supremo até os 70 anos. Eu não tenho no momento nenhuma intenção de me lançar candidato à Presidência da República. Pode ser que no futuro surja o interesse”, disse ele.
O ministro falou na 8ª Conferência Global de Jornalismo Investigativo, realizada na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica).
Questionado por jornalistas após a palestra quais seriam, portanto, seus planos para 2018, Barbosa disse que pretende estar em uma “bela praia”. Barbosa participou de um debate sobre os avanços e retrocessos institucionais no Brasil com os jornalistas Rosental Alves, da Universidade do Texas, e com Fernando Rodrigues, colunista da Folha de S.Paulo.
Questionado se possui alguma simpatia pelos candidatos que deverão concorrer à Presidência da República, o ministro foi enfático ao demonstrar insatisfação com o atual cenário político atual. “Muito difícil [ter simpatia por algum candidato]. O modelo político partidário não me agrada nem um pouco”, afirmou.
Em sua fala inicial, o ministro já havia feito críticas às instituições políticas brasileiras, ao afirmar que considera que o povo tem sido “sistematicamente colocado à parte das decisões no país” e que “são muitos os desafios que temos no plano das nossas instituições”.
“O voto obrigatório, impossibilidade de candidatura avulsa, excesso assombroso de partidos, mercantilização e coronelismo. Eis aí um pequeno catálogo da natureza política brasileira”. Não faltaram ainda críticas ao Judiciário.
O ministro reconheceu, porém, estar cansado de falar nesse poder específico. Barbosa criticou problemas como “lentidão, mitigância exacerbada e em alguns casos uma absoluta falta de compromisso de alguns magistrados”.

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