Jarbas diz que PMDB continuará “guloso” por verbas

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) mantém a postura independente de criticar o governo, os colegas parlamentares e o próprio PMDB, o maior partido do país e parceiro dos petistas na chapa que elegeu Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).
Em entrevista à TV Congresso em Foco (site especializado em avaliações política), ele afirmou que o partido tem sede de poder pelas vias do fisiologismo de “outras coisas mais graves”.
Jarbas entende que isso não deve mudar no governo Dilma, no qual o PMDB terá cinco ministérios: Minas e Energia, Previdência, Secretaria de Assuntos Estratégicos, Turismo e Defesa.
Para ele, o partido estará sempre em busca de cargos e verbas públicas.
“Eu tenho impressão que ele não vai perder seu aspecto guloso e de querer sempre açambarcar aquilo que tem muitos recursos, aquilo que tem alguma coisa para dar”, disparou o senador, em entrevista durante a cerimônia do Prêmio Congresso em Foco.
Ele também não poupou críticas à qualidade do novo Congresso, que começa suas atividades em 2011. Jarbas acha que a “mediocridade” política vai continuar no Brasil.
“Ninguém pode assegurar que essa legislatura vá ser melhor que a outra, porque os nomes que estão chegando não entusiasmam para que a gente possa fazer essa comparação”, desdenhou Jarbas.
Descrente com a aplicação imediata da lei da ficha limpa, Jarbas se diz satisfeito com o desfecho da história. Para o senador, isso “representa que, na próxima eleição, a aplicação dela ser total e geral”.

Morte de Quércia abre caminho para Temer

A morte do presidente do PMDB de São Paulo e ex-governador Orestes Quércia antecipa a discussão sobre a troca do comando do diretório paulista.
Sem um dos principais líderes da oposição ao lulismo em São Paulo, o vice-presidente eleito, Michel Temer, deverá controlar o partido no Estado e isolar o grupo resistente ao governo federal. Ou seja, o partido mais situacionista do país perderá a única base que ainda busca independência.
Aos 72 anos, Quércia morreu na manhã de sexta-feira, vítima de um câncer na próstata, e foi enterrado no sábado.
O ex-governador havia combatido o câncer há 10 anos e desde setembro estava sob tratamento.

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