17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Japoneses buscam incentivo às exportações

Preocupados com as turbulências econômicas que atingem o Brasil e consequentemente as indústrias instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus), empresários japoneses entregaram, na tarde de ontem, um requerimento ao governador do Amazonas, José Melo (Pros), solicitando a elaboração de um projeto que incentive as exportações de produtos dos segmentos de duas rodas e eletroeletrônico, fabricados pelas marcas japonesas na capital. Durante o encontro, os estrangeiros também externaram preocupações relacionadas à indústria e ao comércio concernente ao agravamento, em janeiro deste ano, de fatores como infraestrutura, degeneração da economia brasileira e legislação trabalhista. A reunião ocorreu na sede do governo, zona oeste.

A comitiva teve como representante maior o embaixador extraordinário e plenipotenciário do Japão no Brasil, Kunio Umeda, acompanhado do cônsul geral do Japão, Kazuo Yamazaki, entre outros empresários representantes das 41 fabricantes japonesas instaladas no PIM. O documento entregue ao governador durante a reunião também será encaminhado à superintendente da Suframa, Rebeca Garcia.
Entre as principais demandas registradas pelos estrangeiros, está o pedido de manutenção da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) com o intuito de evitar maior degeneração da lucratividade das empresas locais.

De acordo com o embaixador do Japão, o Amazonas reúne mais de 20 mil descendentes japoneses e uma parcela de 41 empresas que integram a ZFM (Zona Franca de Manaus). Ele afirma agradece ao governador do Estado pela atenção dedicada às comunidades nipo-brasileiras no Amazonas ao mesmo tempo em que pediu a colaboração de Melo quanto à manutenção do ICMS. “Temos empresas que atuam de forma positiva na ZFM com o apoio do Governo. Entendemos que o Brasil vive uma crise econômica e política, por isso, pedimos ao governador que colabore com as empresas japonesas para que possamos passar por essa crise”, disse. “O Brasil tem forte potencial e nossa pretensão é que as empresas visem trabalhos a médio e longo prazo”, completou.

Kunio Umeda descartou a possibilidade de novas instalações fabris no PIM neste momento.
Segundo o governador José Melo (Pros), a reforma da legislação da Política de Incentivos Fiscais do Estado, trabalho desenvolvido por técnicos da Seplanct (Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda) acontece sem a possibilidade de alterações que possam prejudicar a atuação ou desempenho industrial do Amazonas. Ele também afirmou que o Governo dará desdobramento às ações conjuntas entre a administração pública e as lideranças estrangeiras com foco no incentivo às exportações. “Vamos fazer uma revisão dos incentivos fiscais não para tirar, mas sim para aprimorar, o que é a preocupação deles. Acredito que à medida em que o problema econômico e político do Brasil for resolvido diversas empresas demonstrarão interesse em vir para o PIM agora, com nova ordem, que é deixar de produzir somente para o mercado interno e olhar, também, para as exportações”, informou.

Representantes dos segmentos econômicos e científicos japoneses ainda atuarão em parceria com as pastas Estaduais relacionadas à cultura, educação, meio ambiente e economia. O objetivo é criar novas alternativas, por meio das tecnologias estrangeiras, que resultem no aprimoramento dos diversos segmentos amazonenses. “Queremos aumentar o leque de oportunidades empresariais, estreitar as relações culturais, trocar informações técnico-cientícas, o que vai ajudar o Amazonas e o Japão hoje e no futuro”, avaliou o governador.

O titular da Seplanct, Thomaz Nogueira, considerou o encontro positivo. Ele ressaltou que os investimentos e prospecções estão acontecendo e que o estreitamento de relações com o Japão, assim como qualquer outro país, é importante para o desenvolvimento do Estado. “Os investimentos e prospecções estão acontecendo. Um encontro com um representante da maior comunidade empresarial estrangeira é relevante para o Amazonas, com influência não só na quantidade de empresas, mas também quanto a geração de emprego, receita e faturamento”, avaliou.

Perdas na arrecadação

Em 2015 o Amazonas registrou perdas de aproximadamente R$ 1,5 bilhão na sua receita própria em relação à Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada em 2014. O balanço considerou o desempenho da receita tributária em valores nominais, sem o desconto da inflação.
No último ano a administração estadual registrou sete meses de queda de receita em relação ao desempenho verificado em 2014. No acumulado do ano, o Estado contabilizou uma receita tributária de R$ 8,18 bilhões, resultado 4,29% menor (menos R$ 366,77 milhões), em termos nominais, em relação aos R$ 8,55 bilhões de 2014.

O último mês de 2015 foi um dos cinco meses em que a arrecadação tributária foi melhor na comparação com o ano anterior. Em dezembro passado, ela chegou a R$ 671,9 milhões, resultado 2,9% superior aos R$ 652,8 milhões registrados em dezembro de 2014.

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