Japonesas contabilizam prejuízo

Projeção da Honda é fechar 2014 em queda e Câmara Nipo diz que produção não está bem

Várias empresas japonesas instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus) sentem os efeitos da forte crise econômica brasileira. A projeção da Moto Honda da Amazônia é fechar 2014 com queda de 10% na produção em relação ao ano passado e a Câmara de Comércio Nipo-Brasilera no Amazonas, admite que a produção não está tão bem como o esperado por conta da situação econômica do Brasil.

As multinacionais japonesas são responsáveis por aproximadamente 40% dos investimentos no PIM. Somente ano passado, segundo dados da Suframa, o capital japonês na ZFM (Zona Franca de Manaus) superou US$ 2,65 bilhões, de um total de US$ 6,52 bilhões em investimentos estrangeiros.

De acordo com o gerente de Relações Interinstitucionais da Moto Honda da Amazônia, Mário Okubo, 2014 foi um ano difícil, “não muito bom”. Primeiro a Copa, depois veio as eleições e, apesar da prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos a empresa deverá encerrar o ano com queda na produção. “Devemos fechar o ano com a produção em torno de 10% a menos em relação ao ano passado, que é um número muito ruim, porque já são três anos seguidos que ele vem caindo”, informou.

Ainda segundo Okubo as exportações também caíram proporcionalmente. Mas os vizinhos argentinos também foram responsáveis pela queda nas exportações neste ano. “Porque principalmente nós temos uma exportação para a Argentina, que é um país que está numa dificuldade muito grande, bem pior que o nosso país”, observou.
No entanto, os investimentos no CDT (Centro de Desenvolvimento de Tecnologia) expressam a realidade da Honda de trabalhar os novos modelos da empresa. “As motos da Honda atuais são produzidas para brasileiros por brasileiros”, disse Okubo. Esse é o conceito do CDT inaugurado em 2013, no parque fabril da Honda em Manaus.

No CDT-Honda foram integrados os setores envolvidos no desenvolvimento e produção dos novos modelos de motos, inclusive o departamento de compras, engenharia dividem o mesmo local fazendo com que tenha mais agilidade. “Então hoje como eu disse as nossas motos são fabricadas por brasileiros e desenhadas por brasileiros também”, frisou.
O representante da Honda acredita que o primeiro semestre de 2015, principalmente, será um período de adaptação do novo governo federal e estadual, e que não haverá crescimento no polo de duas rodas. “Então a nossa projeção é de não deva ter crescimento mais um ano no polo de duas rodas infelizmente.

Porque a grande dificuldade ainda continua sendo o problema do financiamento. O crédito esse é o grande vilão que está segurando o crescimento do polo de duas rodas”, lamenta Okubo.
Segundo o vice-presidente da Câmara de Comércio Nipo-Brasileira do Amazonas, Hajime Ushida, em termos de investimentos a cada ano é quase obrigatório que as empresas produzam e lancem no mercado novos modelos. “Nesse sentido vai haver investimentos novos”, garante. Quanto ao panorama econômico Ushida mantem a cautela. “Como a situação econômica do Brasil não está boa. A produção em si não está tão bem como o esperado”, analisou.

Já as perspectivas para 2015 com a reeleição da presidente Dilma Rousseff, é de esforço da nova equipe econômica no sentido de estabilizar e tentar fortificar a moeda brasileira, para que as transações internacionais gerem lucro e não perdas. “Esperamos que a economia se fortifique, porque com o real fraco o lucro diminui”, disse Okubo.

O representante da Câmara de Comércio Nipo-Brasileira do Amazonas finaliza sua análise em relação ao panorama político econômico do Brasil para o próximo governo. “Desde que a Dilma assumiu a presidência o real enfraqueceu bastante e assim o lucro das empresas do Polo Industrial de Manaus que precisam importar insumos e peças, fica ruim. Nesse sentido esperamos que a presidente Dilma se esforce mais um pouco para manter o valor do real mais alto”, concluiu.

De acordo com o Secretário da Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Airton Claudino, são quase 40% do nosso Distrito é de indústrias e investimentos vindos do Japão. “Nessa interação com a sociedade, o jeito japonês de vida ele nos ensina, por isso eu acredito que o amazonense tem muito a ganhar com essa parceria”, disse.

Segundo o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra, na área industrial o Japão em termos de tecnologia é fantástico. Aqui no nosso estado ele domina na área do Distrito Industrial, acredito deva representar entorno de 40% as fábricas japonesas, o que representa o Distrito Industrial, que é o polo nosso de desenvolvimento indiscutível.

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