10 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Japão intervém no iene e faz crescer pressão contra a China

EUA diz que China não é a única com política cambial predatória

O presidente do Comitê de Recursos e Meios da Câmara dos EUA, deputado Sander Levin (Partido Democrata-Michigan), disse nesta quarta-feira que a intervenção do BoJ (Banco do Japão) para impedir uma sobrevalorização do iene é “profundamente perturbadora” e precisa ser monitorada de perto pelos formuladores de políticas norte-americanos.
Durante uma audiência do comitê sobre a política cambial chinesa, Levin disse que “a China não é o único país com uma política cambial predatória”. Ele lembrou que o próprio Japão recentemente intensificou suas críticas à política cambial chinesa. Para Levin, negociações multilaterais para prevenir manipulação do câmbio provavelmente serão o meio que vai produzir mais resultados, mas a experiência de Washington nessa área tem sido frustrante. “O FMI fracassou repetidamente na aplicação das normas contra manipulação de câmbio, normas que são centrais para o mandato da instituição”, disse o deputado.
A intervenção do BoJ acontece num momento em que um número crescente de congressistas norte-americanos vêm cobrando do presidente Barack Obama medidas para tratar da valorização lenta do yuan chinês frente ao dólar. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, deverá depor sobre isso em audiências tanto na Câmara como no Senado nesta quinta-feira, e a expectativa é de que ele seja questionado sobre o que o governo dos EUA pode fazer para pressionar a China. “Os governos Bush e Obama tentaram a via diplomática com a China sobre essa questão, e ambos fracassaram”, disse o deputado Tim Ryan (democrata por Ohio) durante a audiência desta quarta-feira Ryan e o republicano Tim Murphy (Partido Republicano-Pensilvânia) são autores de um projeto de lei que impõe sanções às exportações chinesas para os EUA em caso de manipulação do câmbio. A disposição dos congressistas para fazer avançar projetos como esse deve crescer nas próximas semanas, antes das eleições legislativas de novembro. Essas iniciativas têm sido apoiadas por entidades empresariais e por sindicatos. “O tempo para conversas acabou. O secretário Geithner deveria adotar, o mais rapidamente possível, a decisão de declarar que a China manipula o câmbio”, disse.

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